Câmara aprova programa de doação de cordão umbilical
A Câmara
Municipal de Campinas aprovou nesta quarta-feira (19/05), em segunda
discussão, projeto de autoria do vereador Tadeu Marcos (PTB), que
institui programa permanente de divulgação e conscientização da
doação do cordão umbilical e placenta. Pelo projeto aprovado, o
programa deverá ser feito com as gestantes durante o pré-natal, e a
doação deverá ser encaminhada para os bancos públicos de sangue
de cordão umbilical.
De acordo
com o parlamentar, na cidade de Campinas ocorrem aproximadamente 2
mil nascimentos por mês, e os cordões umbilicais estão sendo
jogados no lixo, quando poderiam ser utilizados em transplantes de
medula óssea – o tratamento indicado para pacientes com doenças
no sangue como leucemia e linfomas. O projeto segue agora para sanção do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT).
O cordão
umbilical é um tubo que liga o organismo da mãe e do bebê. Possui
duas artérias e uma veia que levam substâncias que nutrem o
organismo do bebê e ainda garantem sua respiração.
O
sangue presente no cordão umbilical possui a mesma potencialidade do
sangue encontrado na medula óssea, pois é rico em células-tronco
maduras que são eficazes no tratamento de doenças como leucemia,
linfomas, mielomas, deficiências imunológicas, anemias, doenças do
metabolismo, osteoporose e outras.
As células-tronco
encontradas no cordão umbilical podem ser armazenadas num período
maior que 15 anos, se conservadas em nitrogênio a -135ºC. Para
retirar as células do cordão umbilical, o sangue presente nesse é
colhido no momento do parto por meio de punções que as liberam da
veia e então são armazenadas em bolsas térmicas próprias para tal
finalidade.
Por poder tratar ainda problemas como o mal de
Parkinson, o armazenamento do sangue umbilical e placentário se faz
mais importante, pois restaura o organismo. O armazenamento das
células tronco pode ocorrer em bancos públicos ou particulares,
sendo que os bancos públicos podem utilizar o conteúdo armazenado
se houver um indivíduo compatível que necessite, ou seja, o
conteúdo não permanece à disposição de quem o armazenou.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
Foto: A.C. Oliveira/CMC
