Câmara amplia proibição da “Pulseira do Sexo” em escolas
A Câmara Municipal de Campinas aprovou na noite desta segunda-feira (26/04), em segunda discussão, o substitutivo total ao projeto de autoria do vereador Francisco Sellin (PDT), e decidiu proibir as chamadas “Pulseiras do Sexo” nas escolas da rede municipal. O substitutivo, no entanto, não se restringe apenas às pulseiras. A proposta amplia a proibição a “todo adereço que expresse provocações ou insinuações sexuais” nas dependências das unidades de ensino da rede municipal. “Não iria adiantar nada a gente proibir a pulseiras e deixar que os adolescentes adotassem outros adereços, como colares ou anéis, com a mesma finalidade. Por isso, decidimos fazer a modificação e tornar a proibição mais ampla”, explicou Sellin.
O substitutivo aprovado determina que a fiscalização deverá ser promovida pela direção da unidade escolar. Além disso, dá outras atribuições para as instituições. A diretoria deverá promover reuniões com pais e professores para esclarecer sobre os riscos que implicam no uso dos adereços; discutir problemas advindos da gravidez indesejada, oferecer orientação a respeito de doenças sexualmente transmissíveis ou de traumas provenientes de abusos sexuais. O Poder Executivo, por sua vez, deverá promover campanhas educativas de esclarecimentos.As
pulseiras do sexo viraram moda entre os adolescentes brasileiros no
final do ano passado. Elas fazem parte de um jogo que começou a ser
difundido nos Estados Unidos. Cada cor de pulseira representa um
significado e quando ela é arrebentada por alguém, o dono do
acessório é obrigado a realizar a tarefa correspondente a cor da
pulseira.
O amarelo por exemplo significa dar um abraço, a vermelha indica que a menina ou menino tem que sentar no colo um do outro, a cor verde sugere puxões no pescoço e assim sucessivamente até o ato sexual propriamente dito.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipalidade
Foto: A.C. Oliveira/CMC
