Câmara prepara Programa Carbono Zero
A Câmara Municipal de Campinas poderá criar um programa próprio para compensar a emissão de gases de efeito estufa geradas por suas atividades. O projeto de autoria do vereador Francisco Sellin (PDT), chamado de Programa Carbono Zero, começa a tramitar na Casa nas próximas semanas. A proposta prevê a criação de uma Comissão Interna, de caráter permanente e composta por servidores designados pela Mesa Diretora para a implantação e acompanhamento da iniciativa. A Comissão terá o prazo de 120 dias para fazer o levantamento da emissão de dióxido de carbono que o Legislativo produz e poderá contar ainda o com auxílio de instituições técnicas para estudos.
“Não dá para a Mesa Diretora administrar tudo isso, então por isso é necessário a criação da Comissão, que vai administrar e averiguar qual a necessidade para combater o problema que existe hoje no meio ambiente. A comissão é uma peça muito importante do projeto, porque vai ajudar a dar um amparo legal para que o programa seja eficaz”. explicou o vereador.
O projeto consiste ainda, na adoção de medidas como o plantio de árvores, em áreas e espécies, indicadas pela Secretaria do Meio Ambiente ou através da entrega de mudas no viveiro pertencente ao Departamento de Parques e Jardins (DPJ). O vereador ainda sugeriu uma parceria entre Câmara e DPJ e a possibilidade de firmar um acordo com a Prefeitura para o fornecimento de reeducandos para realizarem a plantação das mudas. “Hoje a Prefeitura de Campinas tem em torno de 500 reeducandos trabalhando para ela. Então, não seria difícil o Executivo conceder cinco ou seis pessoas desse grupo sob a fiscalização da Comissão para realizar a plantação das mudas”, complementou Sellin.
Outras formas de reduzir a emissão de gases de efeito estufa sugeridas no projeto à Câmara são as seguintes: os veículos, sejam eles do Legislativo ou alugado, deverão ter motores que utilizam fontes renováveis de combustíveis; os carros que possuem motor a diesel deverão utilizar em sua composição o biodiesel, de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e as compras de equipamentos e materiais poderão ser feitas dando prioridade as empresas consideradas não poluentes.
A proposta não é uma novidade em Campinas, já é aplicada pelo Senado Federal e várias Câmaras Municipais como de Avaré, Americana e São Paulo. Segundo dados da ONG SOS Mata Atlântica, 3 toneladas de gás carbônico podem ser neutralizadas com o plantio de 5 árvores. E 6 são suficientes para compensar o lançamento de gás que um veículo a gasolina emite durante um ano.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
