Carrioleiros fazem novo protesto na Câmara
Pela terceira vez em menos de uma semana, os vendedores de frutas e legumes - os chamados de carrioleiros - realizaram nesta quarta-feira à noite (17/03) um protesto na Câmara, contra a determinação da Setec que proibiu a atividade nas ruas da região central da cidade. Com cartazes, um grupo de aproximadamente 30 ambulantes ocupou as galerias da Câmara, e pediu a liberação da Prefeitura para que possam voltar a trabalhar. Os vendedores foram reunidos no plenarinho e conversaram o presidente da Casa Aurélio Cláudio (PDT).
O presidente disse ter ficado sensibilizado com o problema e prometeu aos trabalhadores que tentaria agendar um encontro entre representantes da categoria eo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). "Amanhã (18/03), vou ligar para ele (Dr. Hélio) para ver se a gente consegue uma audiência", disse o presidente.
"Nós sabemos que não é um problema de fácil solução, mas vamos conversar para ver se conseguimos chegar a uma solução que seja boa para todos", acrescentou o resultado.
Impedidos pela Setec de trabalhar nas ruas do centro os carrioleiros
estiveram na Câmara na última quinta-feira (11/03). Na oportunidade, um grupo de
aproximadamente 50 pessoas ocupou o saguão de acesso ao plenário da
Casa ainda pela manhã e só decidiu sair depois de ser atendido por
representantes da Prefeitura, que se deslocaram até o Legislativo,
depois da intermediação de Aurélio
Cláudio e do vereador Sebá Torres (PSB).
Por determinação da Setec, os carrioleiros
foram obrigados a deixar o cruzamento das ruas Ernesto Kulhmann com
Bernardino de Campos, nas imediações do Mercado Municipal, onde estavam
atuando. Só que em seguida, eles ocuparam a calçada ao lado da guarita
de saída do Mercadão, na Rua Benjamin Constant, e nos espaços entre
pontos de ônibus na Alvares Machado. Nesta quinta pela manhã, eles
também foram retirados de lá e as mercadorias acabaram apreendidas.
“Nós
só queremos trabalhar. Se não podemos aqui, que a Prefeitura encontre
um outro lugar”, disse o presidente do Sindicato da Economia Informal,
Antônio Belo.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal.
Foto: A.C. Oliveira/CMC
