"CPI das Licitações" faz reunião na 2ª e define relator
Nesta sexta-feira (24/09), Benassi disse em entrevista coletiva que apesar de o relatório feito pelo Ministério Público (MP) com denúncias de irregularidades em licitações públicas - algumas envolvendo dois órgãos da Prefeitura - a Sanasa e a Informática dos Municipios Associados (IMA) - já estar na Câmara, somente na segunda-feira (27/09) saberá se poderá dar algum tipo de publicidade ao material.
“Pedi uma audiência com o
juiz do caso (Nelson Bernardes,) para saber como devo proceder em relação a divulgação da documentação. Temos que levar em conta que nele
há informações sigilosas sobre várias pessoas, empresas e
municípios e o processo corre sob segredo de Justiça”, explicou o
presidente da Comissão.
A CPI tem ainda como membros os vereadores Artur Orsi (PSDB), Jorge
Schneider (PTB), Jairson Canário (PT), Vicente de Carvalho (PV),
Professor Alberto (DEM) e Sebastião dos Santos (PMDB).
De
acordo com Benassi a CPI tem como objetivo apurar se, de fato, as
empresas denunciadas têm ou tiveram contratos com a Sanasa e a IMA.
“Por mais que a Prefeitura pretenda realizar uma auditoria é de
nossa responsabilidade apurar e fiscalizar os atos do Executivo para
dar uma satisfação à população e mediante os fatos noticiados e
a nota oficial divulgada pelo governo não poderíamos nos furtar em
tomar uma atitude política sobre a pressão democrática da
sociedade quando existem denúncias como essa”, justifica o
vereador.
De acordo com ele, a CPI pretende apurar também se houve conivência ou cumplicidade de agentes políticos ou servidores públicos na execução das fraudes.
Sobre a denúncia - De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a quadrilha fraudava licitações em 11 municípios de São Paulo. Além de Campinas, o grupo teria atuado em cidades como São Paulo, Indaiatuba, Hortolândia, Peruíbe, Guarulhos, Jundiaí, Arujá, Itapetininga, Taubaté e Araraquara. Teria ramificações também no estado de Tocantins.
Segundo o Gaeco, os fraudadores se especializaram em adulterar o processo de concorrência em setores de segurança, limpeza e vigilância. Para o MP, o esquema era liderado por José Carlos Cepêra e operado por meio de seis empresas, todas colocadas em nomes de laranjas.
O MP apurou que as empresas Lotus Serviços Técnicos Ltda; Pluriserv Serviços Técnicos Ltda, Infratec Segurança e Vigilância Ltda, Pro Saneamento Ambiental Ltda, O.O. Lima Empresa Limpadora Ltda e São Paulo Serviços - venceram inúmeras licitações municipais e estaduais nos últimos anos, num esquema que já teria rendido perto de R$ 615 milhões.
Além da Sanasa em Campinas, o MP descobriu contratações públicas fraudadas na Defensoria Pública da União, Sabesp, Companhia Engenharia de Tráfego (CET), Companhia Paulista de Obras e Serviços, Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, Imprensa Oficial, PRODESP, Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Jundiaí, Secretaria de Educação do Estado de Tocantins, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e com o próprio Ministério Público do Estado de São Paulo.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
