Especialista explica medicina ortomolecular na Câmara
Por indicação do vereador Prof. Alberto (DEM), a Câmara Municipal de Campinas reservou a primeira parte da reunião desta quarta-feira (10/11) para a divulgação da medicina ortomolecular – um ramo da ciência cujo objetivo principal é restabelecer o equilíbrio químico do organismo. “Orto quer dizer certo, e este acerto das moléculas, se dá por meio do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais e/ou aminoácidos”, explicou a médica especialista, Rosi Simon, patologista clínica e diretora do Centro Ortomolecular de Valinhos.
De acordo com ela, além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, esses elementos combatem os radicais livres. Esses radicais são moléculas produzidas no decorrer do nosso processo respiratório. Do total do oxigênio que respiramos todos os dias, 2 a 5% converte-se em radicais livres que, quando produzidos em quantidades moderadas, combatem as bactérias e vírus presentes no nosso corpo.
No entanto, quando passamos a produzi-los em excesso – resultado de alimentação incorreta, fatores emocionais ou poluição ambiental, por exemplo, - tornam-se prejudiciais, pois danificam as células saudáveis e, com isso, aumentam o risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como arteriosclerose, hipertensão, diabetes, doença cardiovascular, cataratas, doença de alzheimer, desordens neurológicas, artrite e envelhecimento precoce.Para evitar o excesso de radicais lives, o organismo precisa estar equilibrado em todos os sentidos, tanto física quanto emocionalmente, ensina Rosi Simon. “Se estamos desiquilibrados emocionalmente nos tornamos uma fábrica de radicais livres”, alerta.
Ela diz que a medicina ortomolecular não é uma briga contra o envelhecimento. “Na verdade, nós respeitamos o processo natural de envelhecimento do organismo. O que a medicina ortomolecular faz é evitar que esse processo seja acelerado. Além disso, proporciona um envelhecimento com saúde”, garante.
Ela diz que esse ramo da medicina foi recentemente reconhecido como ciência e talvez por isso, ainda suscite dúvidas. “Muita gente acha que existe até algum componente espiritual nesse tratamento, mas não tem nada disso. Isso é ciência e está comprovado cientificamente que pode ser eficiente”, diz.
O tratamento a base da medicina ortomolecular ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). “Infelizmente ainda está apenas na rede particular”, lamentou.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas.
