Estudo sobre municipalização na Saúde deve ficar pronto em 4 meses
Estimativa foi feita em audiência na Câmara nesta quinta-feira
O Conselho Municipal de
Saúde de Campinas pretende concluir em quatro meses os estudos que
deverão servir de base para a decisão da Prefeitura de
municipalizar ou não a gestão do Hospital Ouro Verde, segundo
previsão feita nesta quinta-feira (10/06) pelo presidente da
entidade, Pedro Humberto Scavariello, em audiência na Câmara
Municipal.
O estudo pretende estabelecer padrões para medir a qualidade dos serviços prestados no serviço público – como no Hospital Municipal Mário Gatti, por exemplo, e o que vem sendo praticado no Ouro Verde – uma parceria de cogestão entre a Prefeitura e a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM)/Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo ele, o estudo será elaborado em conjunto por entidades representativas, como sindicato dos médicos e de funcionários da saúde; Ministério Público, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa) e levará em conta os custos de administração em cada modelo. Os dados preliminares, diz Pedro Humberto, apontam que no Ouro Verde os custos são menores. “Mas não temos segurança para sustentar a tese da municipalização. Existem muitas outras variáveis a serem avaliadas”, disse.
Publicada em 10/06/2010 17h47
O estudo pretende estabelecer padrões para medir a qualidade dos serviços prestados no serviço público – como no Hospital Municipal Mário Gatti, por exemplo, e o que vem sendo praticado no Ouro Verde – uma parceria de cogestão entre a Prefeitura e a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM)/Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo ele, o estudo será elaborado em conjunto por entidades representativas, como sindicato dos médicos e de funcionários da saúde; Ministério Público, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa) e levará em conta os custos de administração em cada modelo. Os dados preliminares, diz Pedro Humberto, apontam que no Ouro Verde os custos são menores. “Mas não temos segurança para sustentar a tese da municipalização. Existem muitas outras variáveis a serem avaliadas”, disse.
A audiência na Câmara – que foi conduzida pelo vereador Dário Saadi (DEM) e contou com a presença do vereador Tadeu Marcos (PTB) - serviu para a prestação de contas do 1º trimestre de 2010. O diretor do Fundo Municipal de Saúde, Fábio Forte disse que em 2010, o orçamento da Saúde vai bater recorde e atingir cerca de R$ 740 milhões. No ano passado foi de R$ 629 milhões – que já havia ficado 50% acima dos índices de inflação. Em 2000, o orçamento foi de R$ 188 milhões.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara municipal.
Foto: A.C. Oliveira/CMC
