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  • 2010
  • Fórum Ambiental discute transposição do São Francisco

Fórum Ambiental discute transposição do São Francisco

Fórum Ambiental discute transposição do São Francisco

Washington Novaes, durante Fórum

O Fórum Ambiental Regional – organizado em parceria pela Câmara Municipal de Campinas e a Organização Não Governamental (ONG) Instituto Jequitibá – vai discutir nesta terça-feira (22/06), a Transposição do Rio São Francisco. Após o agravamento da crise de abastecimento hídrico do Nordeste, a partir dos anos 2000, a transposição do rio passou a ser vista pelo governo federal como única alternativa para o problema. Só que a resistência ao projeto é imensa.

Para falar sobre isso, o Fórum convidou Ruben Siqueira, da Comissão Pastoral da Terra. A palestra começa às 14h, no Plenário da Câmara. Antes, no período da manhã (a partir das 9h30) o gerente de Operações de Esgoto da Sanasa, Renato Rosseto vai falar sobre Tratamento de Efluentes Líquidos.

O Fórum debateu nas duas últimas semanas, questões regionais, nacionais e globais. No dia 18, por exemplo, o jornalista, ambientalista e estudioso da causa indígena, Washington Novaes, falou sobre mudanças climáticas.

De acordo com ele, a questão ambiental já não passa mais por medidas de cuidado ou proteção ao meio ambiente. A partir de agora, diz, “é preciso adotar medidas urgentes para evitar que sejam ultrapassados os limites que colocam em risco a própria existência humana”.

Citando o ex-secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, Novaes disse que o problema central da humanidade não está no terrorismo, mas sim, nas mudanças climáticas já em curso, e nos padrões globais insustentáveis de produção e consumo.

No dia anterior, o pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade Estadual de São Paulo (USP), Francisco Hernandez, defendeu a suspensão do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu, no Pará.

Segundo ele, a construção da usina vai provocar danos sociais e ambientais gigantescos; consumir enorme quantidade de dinheiro público e não conseguirá produzir energia suficiente para atender às necessidades do País.

Todos os eventos do Fórum são abertos ao público e o acesso ao plenário poderá ser feito pela Avenida. Engenheiro Roberto Mange, 66, no bairro da Ponte Preta.


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 21/06/2010 16h00