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Gaeco informa que não há relatório conclusivo sobre a Sanasa

Gaeco informa que não há relatório conclusivo sobre a Sanasa

Sérgio Benassi (esq.) em plenário

O presidente da CPI das Licitações da Sanasa e IMA, vereador Sérgio Benassi (PCdoB), recebeu ofício do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(Gaeco), informando que ainda não há relatório conclusivo das investigações específicas sobre licitações na Sanasa.

A informação vem em resposta ao segundo requerimento de Benassi enviado ao Ministério Público, no dia 19 de outubro, logo após ter conhecimento, em entrevista coletiva, que o advogado da Sanasa teve acesso ao relatório.


O documento assinado pelos promotores Adriano Andrade de Souza e José Claudio Tadeu Baglio também afirma que os elementos produzidos até o momento são sigilosos e estão sendo analisados pelo Gaeco. Apesar disto, notícias na Imprensa com base em entrevistas do promotor Amaury Silveira Filho, afirmam que o relatório contém indícios de fraudes e envolvimento de agentes públicos e políticos em irregularidades nas licitações das empresas municipais.

O presidente da CPI das Licitações da Sanasa e IMA, vereador Sérgio Benassi (PCdoB), recebeu ofício do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(Gaeco), informando que ainda não há relatório conclusivo das investigações específicas sobre licitações na Sanasa. A informação vem em resposta ao segundo requerimento de Benassi enviado ao Ministério Público, no dia 19 de outubro, logo após ter conhecimento, em entrevista coletiva, que o advogado da Sanasa teve acesso ao relatório.

“A CPI da Câmara necessita das informações específicas que o Gaeco colheu sobre possível irregularidades nas licitações da Sanasa e do suposto envolvimento de servidores e políticos em fraudes. Vamos insistir nesta troca de informações, até porque o MP dispõe de ferramentas de investigação, como quebra de sigilos e prisão preventiva, por exemplo, que nós não dispomos. Enquanto isso, vamos continuar nosso trabalho na Comissão com responsabilidade e sem pré-julgamentos”, afirma Benassi.

Os presidentes da Sanasa e IMA (Informática de Municípios Associados), Lauro Péricles Gonçalves e Pedro Ziller de Araújo, foram ouvidos pela CPI da Câmara em outubro e afirmaram que não há indícios ou provas de fraudes nas licitações e contratos com as empresas denunciadas pelo MP: Lotus, Pluriserv e Infratec. Ambas fizeram sindicâncias internas nos contratos, que não apontaram irregularidades nem na contratação, nem no gerenciamento dos contratos. Por isso, o advogado da Sanasa, José Luís de Oliveira Lima, resolveu representar o promotor na Procuradoria Nacional do Ministério Público para dar explicações sobre o caso.

Na IMA, apenas a Infratec Serviços Técnicos mantinha contrato, emergencial, que expirou no dia 22 de outubro. A empresa foi substituída por outra na prestação de serviços. Na Sanasa, há contrato com as três empresas citadas. O da Lotus é de R$ 16 milhões, válido por 18 meses. A empresa realiza o serviço de leitura, entrega de contas e também de corte e religação de água. Já a Pluriserv, tem um contrato de R$ 12 milhões, para 24 meses, e realiza um trabalho de portaria. O contrato da empresa teve fim em outubro deste ano, no entanto, com um curto prazo para realizar uma licitação, foi renovado por três meses. A Infratec tem um contrato de R$ 26 milhões, por 24 meses, para realizar o serviço de vigilância armada. A validade dele é até janeiro do ano que vem.

A CPI da Câmara, assim como Ministério Público e a Prefeitura, receberam cerca de 23 mil páginas de documentos das sindicâncias internas nas empresas. Os documentos estão sendo analisados pelos membros da Comissão. O ofício do Gaeco (anexado) também está disponível para todos os vereadores.


Uma nova reunião da CPI deverá acontecer na próxima semana.


Texto: Assessoria de Imprensa do gabinete do vereador Sérgio Benassi

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 4/11/2010 12h19