Mudança quer tornar entidades filantrópicas mais transparentes
Reunidos no plenário na manhã desta sexta-feira (20) as secretarias de Cidadania, Assistência e Inclusão Social, Educação e Saúde, junto com as entidades assistenciais discutiram as mudanças na legislação da filantropia, trazendo mais responsabilidade e transparência à essas entidades. As mudanças vão garantir o sistema de atendimento, unindo as áreas tributárias à atividade das Ongs, facilitando aos gestores públicos a avaliação da execução dos trabalhos.
Com
a nova legislação sancionada em Outubro do ano passado, a
certificação das entidades beneficentes de assistência social e a
isenção de contribuições para a seguridade social, passam a ser
concedidas às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins
lucrativos, reconhecidas como entidades beneficentes de assistência
social, com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de
assistência social, saúde ou educação.
Hoje, Campinas conta com 163 entidades cadastradas que terão até 05/05/2011 para se adequar à nova legislação. “A mudança estabeleceu um formato diferenciado, para que, tirando do Conselho Nacional, nós possamos trabalhar com a certificação através dos gestores nacionais, tanto da Assistência, como da Saúde e Educação. Ao fazer isso, vamos ter cada um desses gestores nacionais e municipais, maior responsabilização no monitoramento, na avaliação e na participação do usuário na avaliação da política”, explica a secretária Darci da Silva. “A princípio as entidades terão que ajustar o CNPJ, rever seu estatuto e sua contabilidade fazendo uma série de revisões”, completa a secretária. Ela reforçou ainda que os benefícios dessa alteração já são vividos pelas entidades através das isenções dos impostos e das taxas e das contribuições que não são recolhidas.
Para a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Silvia Jeni Luiz Pereira de Brito, a alteração na lei facilita muito o trabalho do Conselho. “Com a regulamentação do decreto há um mês, as entidades terão muito trabalho pela frente, mas o conselho vê toda essa reorganização com muito bons olhos. Antes essa tarefa era feita pela área de assistência social, através do Conselho, e isso o retirava da sua principal função – de controle social”, explica ela.
A Fundação
Feac, também participante do Seminário dará assistência técnica
contábil a 106 entidades filiadas, e o restante das entidades
cadastradas no Conselho receberão apoio através da Secretaria de
Assistência Social, com o apoio da Feac. O superintendente Executivo
da Fundação, Arnaldo Rezende, comemora as mudanças no certificado
de filantropia, mas faz um alerta as entidades. “Vemos essa mudança
de forma muito positiva. Na prática a alteração representa 25% do
custo da folha de pagamento das entidades. Com essa união das áreas
tributárias e de atividade das Ong's, vamos organizar e sistematizar
o trabalho em rede”, defende Arnaldo. “Não basta ter boa vontade
de fazer as coisas, é preciso capacidade. Defendemos que se alguém
quer criar uma organização - para fazer o bem, que se seja bem
feito e que se pense na prestação de contas. Não há mais espaço
para organizações amadoras que justificam a sua existência apenas
por sua atividade final”, completa.
Conheça a lei na íntegra:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/Lei/L12101.htm
Participaram do seminário também, representantes das secretarias de Educação e
Saúde da Prefeitura Municipal de Campinas.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira/CMC
