Orçamento 2011 é aprovado com 35 emendas
Com 35 emendas, o plenário da Câmara Municipal
de Campinas aprovou em reunião extraordinária realizada nesta
segunda-feira (20/12), o projeto do Executivo que define o orçamento
para o ano de 2011. Entre elas está a da Mesa Diretora - assinada por Aurélio
Cláudio (PDT), Petterson Prado (PPS) e Angelo Barreto (PT) - que
destina R$ 32 milhões para a área de Educação.
A emenda atende à
decisão do desembargador Oswaldo Luiz Palu, da 9ª Câmara de
Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, que
obriga a Prefeitura a incluir R$ 95,5 milhões no orçamento da
Educação. Esse valor poderia ser divididos em três parcelas iguais, a serem incluídas nas peças orçamentárias de 2011, 2012 e 2013.
A decisão judicial é resultado de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público em 1999, com base num parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com o TCE, a Prefeitura não havia aplicado na área da Educação, os recursos mínimos exigidos por lei. Para o tribunal, naquele ano, a Administração aplicou no setor 15,77% da receita de impostos, quando deveria ter investido 25%. O Orçamento Programa para 2011, prevê a receita da administração direta em R$ 2,8 bilhões que, somada à projeção de receita da administração indireta, resulta no valor de $ 3,2 bilhões.
O plenário aprovou também emenda de autoria do
vereador Thiago Ferrari, que destina recursos (R$ 26,4 milhões) para
a implantação do Plano Cicloviário e mais R$ 15 milhões para
urbanização do Ribeirão Anhumas por meio do PAC. De autoria do
vereador Élcio Batista (PSB), foi aprovada a emenda que reserva R$ 1,5
milhão para a construção de ponte, viaduto ou passarela, entre os
bairros Parque via Norte e Vila Boa Vista. Há várias outras
emendas para a recuperação de unidades de saúde e de obras de
infraestrutura em diversos bairros da cidade.
COHAB - Também na extraordinária desta segunda, a Câmara aprovou projeto de autoria do Executivo que aumenta em R$ 7,5 milhões do capital da Companhia de Habitação (Cohab). De acordo com o Executivo, a Cohab precisa ter aumento de capital para se habilitar a receber novos recursos federais.
ADIADO – O plenário
da Câmara adiou a votação do projeto do Executivo que pretende
alterar a taxa cobrada das empresas pelo uso do subsolo e do espaço
aéreo urbano para obras de infraestrutura. A taxa, em geral, é
cobrada de empresas como as de TV a cabo, de tratamento de água e
esgoto, gás canalizado, telefonia e energia elétrica. Essas
empresas precisam usar espaços públicos para que possam fazer a
prestação de serviço.
Instituída em 2000, a cobrana da taxa gera muita polêmica entre as prestadores de serviço, que consideram o valor elevado demais. O Executivo argumenta que a maioria das empresas se encontram inadimplentes e com processos judiciais em que contestam a dívida.
Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
