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  • 2010
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Proibição de celular em banco passa em primeira votação

Projeto é de autoria do vereador Luis Yabiku (PDT)
Proibição de celular em banco passa em primeira votação

Plenário da Câmara

A Câmara Municipal de Campinas aprovou na noite desta quarta-feira (31/03), em primeira discussão, projeto de autoria do vereador Luis Yabiku (PDT) que proíbe a utilização de telefone celular ou equipamento similar no interior dos estabelecimentos bancários e instituições assemelhadas. Segundo o projeto, o infrator ficará sujeito a apreensão do equipamento, que será devolvido na saída do local. Além disso, os estabelecimentos bancários devem solicitar o apoio policial para aqueles que se recusarem a obedecer à determinação.

Para evitar alegações de ignorância, o banco deverá afixar placas e cartazes em locais visíveis alertando para a proibição. De acordo com o parlamentar, essa medida deverá contribuir para a redução no número de casos de assaltos a clientes nas saídas dos bancos, um das modalidades de crime mais frequentes na cidade, nos últimos anos.

“O banco é o responsável pela segurança do cliente e deve assegurar medidas que reduzam os riscos de assaltos”, argumenta Yabiku.

O projeto foi aprovado, mas houve muita discussão. Vários vereadores se posicionaram contra, como Valdir Terrazan (PSDB). “Essa medida poderá resultar em uma série de problemas. Além de cercear o direito das pessoas, pode gerar problemas. E se um paciente precisar falar urgentemente com um médico que está dentro do banco?”, questiona Terrazan.

Para o vereador Petterson Prado (PPS), a restrição trará mais problemas que soluções. “Acho que seria mais conveniente se a Câmara aprovasse o projeto do vereador Cidão Santos, que prevê a construção de baias nos caixas. Assim, as pessoas que estão na fila não poderão saber se o cliente está com dinheiro ou não”, afirma.

“O projeto está baseado em depoimentos de delegados, de advogados criminalistas, que conhecem o “modus operandi” dos bandidos. Eles mantém alguém na agência como se estivesse alí para realizar alguma operação, quando na verdade, tem a função de identificar a pessoa a ser assaltada, para um comparsa que fica do lado de fora do banco”, afirma Yabiku.

O projeto ainda deverá ser submetido a um segundo turno de votações (mérito).


Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Foto: A.C. Oliveira/CMC

Publicada em 31/03/2010 21h44