Proibição de celular em banco passa em primeira votação
A Câmara
Municipal de Campinas aprovou na noite desta quarta-feira (31/03), em
primeira discussão, projeto de autoria do vereador Luis Yabiku (PDT)
que proíbe a utilização de telefone celular ou equipamento similar
no interior dos estabelecimentos bancários e instituições
assemelhadas. Segundo o projeto, o infrator ficará sujeito a
apreensão do equipamento, que será devolvido na saída do local.
Além disso, os estabelecimentos bancários devem solicitar o apoio
policial para aqueles que se recusarem a obedecer à determinação.
Para evitar alegações de ignorância, o banco deverá afixar placas e cartazes em locais visíveis alertando para a proibição. De acordo com o parlamentar, essa medida deverá contribuir para a redução no número de casos de assaltos a clientes nas saídas dos bancos, um das modalidades de crime mais frequentes na cidade, nos últimos anos.
“O banco é o responsável pela segurança do cliente e deve assegurar medidas que reduzam os riscos de assaltos”, argumenta Yabiku.
O projeto foi aprovado, mas houve muita discussão. Vários vereadores se posicionaram contra, como Valdir Terrazan (PSDB). “Essa medida poderá resultar em uma série de problemas. Além de cercear o direito das pessoas, pode gerar problemas. E se um paciente precisar falar urgentemente com um médico que está dentro do banco?”, questiona Terrazan.Para o
vereador Petterson Prado (PPS), a restrição trará mais problemas
que soluções. “Acho que seria mais conveniente se a Câmara
aprovasse o projeto do vereador Cidão Santos, que prevê a
construção de baias nos caixas. Assim, as pessoas que estão na
fila não poderão saber se o cliente está com dinheiro ou não”,
afirma.
“O
projeto está baseado em depoimentos de delegados, de advogados
criminalistas, que conhecem o “modus operandi” dos
bandidos. Eles mantém alguém na agência como se estivesse alí
para realizar alguma operação, quando na verdade, tem a função de identificar a
pessoa a ser assaltada, para um comparsa que fica do lado de fora do
banco”, afirma Yabiku.
O projeto ainda deverá ser submetido a um segundo turno de votações (mérito).
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC
