Projeto faz alerta para o “esgotamento profissional”
Projeto do vereador Professor Alberto (DEM), que começa a tramitar na Câmara Municipal, pretende instituir em Campinas a Campanha de Combate e Conscientização da Síndrome de Burnot. A doença é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional atinge principalmente aqueles que lidam com o público. Ela pode levar a um colapso físico e mental, considerado um estágio de emergência, e seus sintomas variam entre dores de cabeça, tonturas, mudança de humor, depressão, entre outros. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association do Brasil (Isma-BR) em 2008, três em cada dez trabalhadores apresentaram um quadro crônico de estresse, que caracteriza a síndrome.
O projeto foca principalmente os professores. Segundo o vereador, esses profissionais são alvos constantes do desrespeito em sala de aula e também do acúmulo de matérias que são obrigados a ministrar. E esses são alguns dos fatores que podem levar a Síndrome. A doença nessa categoria é reconhecida geralmente pela ausência de alguns fatores motivacionais, o que leva muitas vezes ao abandono das atividades. Pesquisa da Universidade de Brasília (UNB) realizada também em 2008 com mais de 8 mil professores da educação básica da Rede Pública na região Centro-Oeste, revelou que 15,7% dos entrevistados apresentaram sintomas da Síndrome. Isso significa que em todo o país, a doença pode atingir mais de 300 mil professores do ensino básico.
A campanha sugerida pelo vereador deverá ser realizada anualmente na semana do dia 15 de outubro, Dia do Professor. Segundo Professor Alberto, o objetivo é informar e preparar o profissional, que muitas vezes nem sabe que tem a doença. “A minha intenção é realmente conscientizar o professor e se ele for uma vítima é importante que o profissional seja retirado por um tempo da sala de aula, receba capacitação e tenha condições de se preparar para retornar ao trabalho”.
No projeto, professor Alberto também sugere que seja dado um novo foco a Campanha, ao inserir a Câmara como mais um espaço para a realização das atividades da data. “Além de usarmos as Secretarias de Educação e de Saúde, que são nossas parceiras e que podem fazer as campanhas a respeito do assunto, sem dúvida alguma, nós podemos usar também essa Casa para discutirmos a questão através da realização de palestras e uma série de atividades do gênero”, explicou o vereador.
A proposta ainda deverá passar pelas comissões antes de entrar para a primeira votação.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
