Projeto obriga cinemas a higienizarem óculos 3D
O alerta de especialistas sobre os problemas de saúde causados pela falta de higiene dos óculos em terceira dimensão (3D), motivou o vereador Francisco Sellin (PDT) a criar um projeto que obriga os cinemas a limpar adequadamente esses acessórios para cada sessão. “É impossível que o usuário receba o óculos, sem que o equipamento esteja higienizado. Conversando com médicos, em especial os oftalmologistas, eles constataram que há necessidade de que esses óculos sejam limpos. Então o nosso projeto determina a limpeza antes que seja entregue (os óculos) aos usuários”, explicou o autor do projeto que tramita pelas Comissões Permanentes da Câmara.
De acordo com a proposta, caberá à Vigilância Sanitária fiscalizar os estabelecimentos. E em caso de infração o proprietário do cinema estará sujeito a multa de R$ 2 mil, que poderá dobrar em caso de reincidência. Segundo o vereador, a obrigação se faz necessária porque algumas redes de cinema não realizam a limpeza desses óculos, por não ser uma imposição legal.
Para atrair o público cada vez mais produções cinematográficas são produzidas em 3D, e para dar a sensação de tridimensionalidade é necessária a utilização de um óculos especial. Segundo oftalmologistas, a falta de higiene desse equipamento, permite a transmissão de doenças entre elas a conjutivite e a gripe.
Os filmes em 3D não são uma novidade, pois já foram exibidos em cinemas, mas em escala menor. Na época os óculos eram descartados e hoje com o custo elevado do acessório, aproximadamente R$ 160,00, tornou-se inviável o descarte, mesmo porque o custo seria repassado para o ingresso do cinema.
O projeto ainda deverá passar por duas votações na Câmara, antes de ser encaminhado para a sanção do prefeito.
Itália confisca óculos 3D
No início deste ano o Ministério da Saúde da Itália confiscou cerca de 7 mil unidades de óculos 3D de cinemas italianos, alegando que os equipamentos não eram devidamente higienizados entre as sessões do filme e não tinham etiquetas indicando que não prejudicariam a visão dos usuários, em curto prazo.
Texto:Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
