Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2010
  • Projeto que cria vagas na Educação deve ser votado em regime de urgência

Projeto que cria vagas na Educação deve ser votado em regime de urgência

Debate público aconteceu nesta 6ª feira
Projeto que cria vagas na Educação deve ser votado em regime de urgência

Vereadores e autoridades debatem projeto do Executivo

A Câmara de Vereadores deve votar, na próxima semana, requerimento de urgência para o projeto que cria cargos públicos de professor bilíngue, instrutor surdo e intérprete educacional de Libras para atuarem junto às escolas da rede municipal de ensino para atender a política educacional de inclusão de portadores de necessidades especiais. O projeto que está tramitando no Legislativo passou por debate público na manhã desta sexta-feira (29), presidido pelo vereador Francisco Sellin (PDT), líder de governo. A contratação dos profissionais pela Prefeitura é para a execução do Programa Inclusivo Bilíngue para a educação de surdos. Atualmente o programa piloto está sendo aplicado na EMEF Júlio de Mesquita Filho, na EJA Profº Sérgio Rossini, na EMEI Celisa Cardoso do Amaral e em mais duas escolas no distrito de Barão Geraldo, atendendo a uma média de 50 surdos. Elaborado em conjunto com a Prefeitura, o programa foi criado para gerar atendimento de qualidade, baseado na Lei das Libras e normatizando o atendimento educacional aos surdos.

Para a sua aplicação é necessária a contratação dos profissionais, prevista no projeto do Executivo. A ideia do Programa é dar acesso à linguagem de sinais às crianças surdas o mais cedo possível. “95% das crianças surdas nascem em lares ouvintes, os pais são falantes do português e a criança não tem acesso à língua de sinais. Então, quando essa criança chega a escola, no ensino infantil ou no fundamental, ela não tem domínio nem do português, nem da linguagem de sinais o que gera atraso no aprendizado”, explica Cristina Lacerda, assessora do Programa.

O Programa que será aplicado em toda a rede municipal vai contar com duas modalidades: a primeira para as crianças menores, na área de Educação Infantil e o Fundamental I, com atendimento nas classes regulares, com professor bilíngue e com aulas ministradas em Libras. Já no Fundamental II, Ensino Médio e Superior, o acesso será pela linguagem de sinais, com um intérprete e professor ouvinte, em uma classe regular. “As escolas que assumirem esse modelo precisarão ter uma metodologia própria de ensino com um currículo adequado para o atendimento dessa população”, informa Cristina. “O Projeto de Inclusão Bilíngue que a gente está desenvolvendo em Campinas só foi possível pelo conjunto das ações desde a professora e dos alunos nas salas de aula, até o secretário de Educação, porque é um trabalho que necessita articulação de diversas pessoas e se não fosse coeso, a gente não teria esse resultado que gerou o projeto que está sendo debatido hoje na Câmara”, completa Cristina.

meio sellinO projeto, que cria 85 cargos públicos regidos pela Lei do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores públicos foi elogiado pelo secretário de Educação, José Tadeu Jorge. “Trata-se de um projeto extremamente importante e relevante para a Secretaria Municipal de Educação pois certamente a vinculação desses profissionais, muito contribuirá para que possamos melhorar ainda mais nosso nível de ensino na educação como um todo, ministrada nas nossas escolas municipais” garante o Secretário.

Durante o debate, a assessora do Programa Cristina Lacerda e os alunos surdos defenderam que, conforme prevê o projeto, o cargo de instrutor seja exclusivo para profissionais surdos e não ouvintes. Segundo Cristina, o objetivo é que tal profissional seja uma referência para os estudantes que já contam com a ajuda de profissionais que não possuem a deficiência auditiva.

Para o vereador Francisco Sellin (PDT) o debate comprovou a eficiência do projeto. “Com certeza não serão necessárias emendas ao projeto e ouvindo os profissionais envolvidos hoje, tivemos a certeza de estar criando uma proposta que vem de encontro com as necessidades dessa parte da população, portadora de necessidades especiais”, avalia. “O que vamos fazer é pedir a urgência dele. Precisamos aprovar esse projeto até o final de novembro para que ele já possa vigorar no próximo ano. É necessário ainda acelerar a inscrição e contratação desses profissionais”, completa Sellin. As vagas serão providas exclusivamente por concurso de provas e títulos e a verba para contratação dos profissionais já está prevista no Orçamento do Executivo para 2011. Os vereadores Professor Alberto (DEM) e Sebá Torres (PSB) também participaram do debate.


Texto e fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 29/10/2010 14h07