Projeto quer proibir venda da “Pulseria do Sexo” a menores
Projeto que começa a tramitar na Câmara de Vereadores pretende proibir a venda das chamadas pulseiras do sexo para menores de idade em Campinas. De autoria do vereador Francisco Sellin (PDT), o projeto sofreu uma modificação. Na semana passada, quando foi apresentado, o vereador queria proibir o uso das pulseirinhas nas escolas de ensino fundamental da rede pública, mas agora, quer proibir a venda das pulseiras para crianças e adolescentes. A mudança é decorrência de um incidente ocorrido em Londrina-PR em que uma menina de 13 anos foi estuprada quando usava os acessórios.
De acordo com depoimentos à polícia, a menina foi atacada por quatro rapazes num terminal de ônibus. Eles arrancaram as pulseiras que ela usava e a obrigaram a manter relações sexuais com os quatro na casa de um deles. As “Pulseiras do Sexo” foram inventadas na década de 80. Feitas com silicone, elas são compostas por um conjunto de tiras coloridas. De acordo com a brincadeira, os meninos que conseguirem arrebentar uma delas recebem alguma recompensa, de acordo com a cor. A recompensa vai de um simples abraço até manter relações sexuais.
Logo depois do incidente, o juiz da Vara de Infância e Juventude de Londrina, Ademir Richter, baixou uma portaria proibindo o uso do adereço por menores de 18 anos na cidade. Segundo o magistrado, as pulseiras são maléficas pois expõem quem usa a uma situação vexatória, podendo levar a abusos sexuais de toda a natureza. O juiz recomendou ainda que pais e professores conversem com os adolescentes sobre os riscos que a pulseira pode trazer.O vereador Francisco Sellin disse que crianças estão correndo riscos justamente no ambiente escolar. “Os maiores problemas ocorrem na escola, ou nas imediações da escola. Por isso, precisamos conscientizar pais e professores para que esclareçam as crianças e adolescentes sobre os perigos desse comportamento”, disse o vereador. Ainda não há data para que o projeto seja levado para votação em plenário.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
Foto: A.C. Oliveira/CMC
