Vereadores aprovam projeto que obriga a higienização de óculos 3D
A Câmara Municipal aprovou nesta segunda-feira (28/06), em segunda discussão, projeto de autoria do vereador Francisco Sellin (PDT), que obriga os cinemas a higienizarem os óculos utilizados nos filmes em terceira dimensão (3D). A tecnologia em 3D, que atraiu o público aos cinemas, também levou muitos espectadores aos consultórios oftalmológicos. É que os equipamentos especiais utilizados para dar a sensação de tridimensionalidade, se não estiverem limpos corretamente podem causar doenças. Só em Campinas, três cinemas oferecem salas com a tecnologia, o Cinemark, no Shopping Iguatemi; o Kinoplex, no Parque Dom Pedro Shopping; e o Cinebox, no Campinas Shopping.
O projeto reconhece que o acessório pode causar problemas de saúde, e que por isso, a cada sessão os óculos devem estar higienizados. O alerta partiu dos médicos, que disseram que a falta de higiene desse equipamento permite a transmissão de doenças, entre elas a conjutivite e a gripe. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz, só nos primeiros dez dias de lançamento do filme Avatar, seu consultório registrou dezenas de casos de conjutivite em função dos óculos 3D.
“A obrigação se faz necessária porque algumas redes de cinema não realizam a limpeza desses óculos, não são todas, mas algumas não fazem isso, justamente por não ser uma imposição legal”, explica Sellin.
Ainda de acordo com a proposta, caberá a Vigilância Sanitária fiscalizar os estabelecimentos. E em caso de infração, o proprietário do cinema estará sujeito a multa de R$ 2 mil, e pagará o dobro em caso de reincidência.
No início deste ano o Ministério da Saúde da Itália confiscou cerca de 7 mil unidades de óculos 3D de cinemas, alegando que os equipamentos não eram devidamente higienizados entre as sessões do filme. Além do mais, os equipamentos não tinham etiquetas indicando que não prejudicariam a visão dos usuários, em curto prazo.
Os filmes em 3D não são uma novidade, pois são exibidos em cinemas desde a década de 50. Segundo Sellin, o que acontece é que na época os óculos eram descartados, e hoje com o custo elevado do acessório, aproximadamente R$ 160,00, tornou-se inviável o descarte. O vereador avalia que se o cinema comprasse o produto para cada sessão, o custo seria repassado para o ingresso.
O projeto segue agora para a sanção do prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos (PDT).
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC
