Presidente do Mário Gatti explica mudanças na Capelania
De acordo com novas regras, a capela foi transformada no que a direção passou a chamar de “espaço multirreligioso” . Foram estabelecidos horários de atendimentos, houve limitação no número de voluntários autorizados a entrar nos quartos e as visitas só poderão ser feitas se o paciente ou um familiar solicitar.
“Na prática, o voluntário terá de esperar, às vezes por horas, na capelania, até ser provocado. Isso pode significar o fim do serviço voluntário”, disse Prof. Alberto.
O presidente do Hospital, Salvador Affonso Fernandes disse que as alterações foram necessárias para adequar o hospital à sua nova realidade. Segundo ele, quando o serviço foi instituído, há mais de 10 anos, o Mário Gatti possuía 110 leitos e perto de 600 pessoas circulavam pelo prédio em média, por dia. “ Hoje o número de leitos mais que dobrou e o número de pessoas que circulam no hospital são mais de 3,5 mil diariamente”, argumenta. “Eu tenho como dever, cuidar da segurança dos pacientes e de todas essas pessoas”, acrescentou.
Fernandes garante que em 2009, quando começou a pensar num novo sistema de trabalho, consultou representantes de todas as religiões e pediu contribuição. “Até agora, a única que apresentou sugestões foram os kardecistas”, afirmou.
Ele garante que ninguém ficará sem assistência religiosa. “Não somos contra o serviço religioso. Se alguém solicitar este tipo de atendimento às 3 da manhã o hospital não vai colocar qualquer obstáculo. Só que, como todo o serviço voluntário existente no hospital, precisamos de regras”, explica.
O
padre Norberto Tortorello Bonfim, da Capelania do Hospital da
Unicamp, apresentou o sistema adotado na universidade. Segundo ele, o
serviço de capelania cadastra os voluntários; faz cursos de
capacitação para cada denominação e orienta os pacientes e
familiares sobre o funcionamento do serviço.
Segundo ele, esse sistema está sendo implantado também no Hospital Ouro Verde e no Hospital Municipal de Sumaré. O presidente do Mário Gatti admitiu a possibilidade de promover adequações ao sistema.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
