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  • 2011
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Presidente do Mário Gatti explica mudanças na Capelania

10/05/11
Presidente do Mário Gatti explica mudanças na Capelania

Pro. Alberto (dir), Fernandes, Dário e Norberto

Por iniciativa dos vereadores Professor Alberto e Dário Saadi, ambos do Democratas, a primeira parte da reunião desta segunda -feira (09/05) da Câmara Municipal de Campinas foi reservada para discussão em torno de mudanças no serviço de assistência religiosa do Hospital Mário Gatti. Grupos de voluntários que oferecem este tipo de serviço reclamam da mudança nas regras, implementadas pelo direção do hospital.

De acordo com novas regras, a capela foi transformada no que a direção passou a chamar de “espaço multirreligioso” . Foram estabelecidos horários de atendimentos, houve limitação no número de voluntários autorizados a entrar nos quartos e as visitas só poderão ser feitas se o paciente ou um familiar solicitar.

“Na prática, o voluntário terá de esperar, às vezes por horas, na capelania, até ser provocado. Isso pode significar o fim do serviço voluntário”, disse Prof. Alberto.

O presidente do Hospital, Salvador Affonso Fernandes disse que as alterações foram necessárias para adequar o hospital à sua nova realidade. Segundo ele, quando o serviço foi instituído, há mais de 10 anos, o Mário Gatti possuía 110 leitos e perto de 600 pessoas circulavam pelo prédio em média, por dia. “ Hoje o número de leitos mais que dobrou e o número de pessoas que circulam no hospital são mais de 3,5 mil diariamente”, argumenta. “Eu tenho como dever, cuidar da segurança dos pacientes e de todas essas pessoas”, acrescentou.

Fernandes garante que em 2009, quando começou a pensar num novo sistema de trabalho, consultou representantes de todas as religiões e pediu contribuição. “Até agora, a única que apresentou sugestões foram os kardecistas”, afirmou.

Ele garante que ninguém ficará sem assistência religiosa. “Não somos contra o serviço religioso. Se alguém solicitar este tipo de atendimento às 3 da manhã o hospital não vai colocar qualquer obstáculo. Só que, como todo o serviço voluntário existente no hospital, precisamos de regras”, explica.

O padre Norberto Tortorello Bonfim, da Capelania do Hospital da Unicamp, apresentou o sistema adotado na universidade. Segundo ele, o serviço de capelania cadastra os voluntários; faz cursos de capacitação para cada denominação e orienta os pacientes e familiares sobre o funcionamento do serviço.

Segundo ele, esse sistema está sendo implantado também no Hospital Ouro Verde e no Hospital Municipal de Sumaré. O presidente do Mário Gatti admitiu a possibilidade de promover adequações ao sistema.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas




Publicada em 10/05/2011 11h45