Câmara vai contratar técnicos para avaliar os projetos das macrozonas
De acordo com Campos Filho, a sugestão de buscar apoio técnico partiu do presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT). “Nós hoje tivemos uma reunião com a Comissão de Legalidade, e foi colocado uma orientação do nosso presidente para que coloquemos um técnico junto às comissões para discutir as macrozonas”, disse.
Para Campos, além de dar suporte aos vereadores, a presença do técnico será útil também para esclarecer a população que será atingida pelas mudanças. “Nós temos hoje cinco Projetos de Lei Complementar das macrozonas. A grande dificuldade é o entendimento técnico. Para isso há a necessidade desse acompanhamento e levar o assunto ao bairros”, disse.
De
acordo com o vereador, o grande desafio será enquadrar o zoneamento
ao Plano Diretor do município, e por isso explicou que é preciso
ter cautela. Além disso, Campos disse que um estudo técnico irá
evitar favorecimentos nas mudanças de zoneamentos das macrorregiões.
“O grande desafio será enquadrar o zoneamento ao Plano Diretor da cidade. Não se pode exercer um trabalho desse a 'toque de caixa' e depois realizar emendas. Nós temos que fazer o detalhamento técnico e não podemos correr o risco de favorecimento, já que essa iniciativa envolve muitos interesses”, informou.
O
vereador Valdir Terrazan (foto ao lado) disse que a cautela é necessária,
já que um projeto desta grandeza altera o planejamento de Campinas e
vai provocar impacto na cidade pelos próximos anos. “Acho que não se deram
conta de que o projeto das macrozonas é o detalhamento do Plano
Diretor da cidade e vai gerar impacto pelos próximos 50 anos.
Nós não podemos brincar de planejar a cidade!”, disse.
Terrazan disse ainda que não cabe posicionamento político na discussão e que é preciso também ouvir os moradores dos bairros, para saber das demandas da população local. “É uma questão técnica e não cabe interferência política de ninguém. Se for para fazer de maneira séria, cabe sim a Câmara acompanhar. É preciso ter acompanhamento também dos moradores dos bairros e saber das demandas da população do local”, falou.
Para o vereador Sebá Torres (PSB), causa estranhamento o interesse de alguns setores empresariais em aprovar rapidamente os projetos das macrozonas. Ele citou declaração do presidente da Habicamp aos jornais, onde cobra posicionamento da Câmara. “Eu não sei qual é o interesse de alguns setores do empresariado de Campinas para que sejam votados tão rapidamente esses projetos. Pela reportagem, o presidente da Habicamp, acha que a Câmara “empurra com a barriga” a questão das macrozonas”, informou.
Sebá
(à esq. na foto) disse que a Câmara está correta em tratar o assunto com cautela. “A importância desse projeto é que ele traça o futuro de
nossa cidade. Não podemos aprovar esse projeto as pressas e sim com
cautela e total transparência”, disse.
Já o vereador Rafa Zimbaldi (PP) adotou um posicionamento mais radical e disse que a Câmara não deve votar agora, já que as macrozonas protocoladas estão comprometidas. “A Câmara precisa recuar neste momento. Aprovar essas macrozonas que estão protocoladas na Casa é um erro. Estaremos aprovando as negociatas do ex-prefeito e sua esposa”, disse.
Segundo
ele, devido ao momento político em que Campinas se encontra, seria
melhor que o prefeito retirasse os projetos e apresentasse novos
planos para as macrozonas. Além disso, de acordo com o vereador,
seria uma maneira de Demétrio Vilagra se desvincular de Hélio, já
que há várias denúncias de corrupção do antigo governo em
relação a projetos de mudanças de zoneamento e empreendimentos
investigados pelo Ministério Público.
“Agora seria o momento do prefeito retirar todos os projetos e discutir novamente as macrozonas, que serviram de 'balcão de negócios' segundo o Ministério Público. Se o prefeito quer desvincular seu nome do governo Hélio, que retire esses projeto e comece novamente todas as discussões”, disse.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
