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Começa a sessão de julgamento de Demétrio

20/12/12
Começa a sessão de julgamento de Demétrio

Serafim (dir.) abre sessão de julgamento

A Câmara Municipal de Campinas começou na manhã desta terça-feira (20/12) a sessão especial de julgamento do pedido de impeachment do prefeito Demétrio Vilagra (PT). A reunião foi aberta pelo presidente da Casa, Pedro Serafim (PDT) às 9h15.

Antes, porém, de iniciar os trabalhos de leitura do processo de 1,4 mil páginas, Serafim deu posse aos vereadores Cid Ferreira (PMDB) e Luiz Lauro Filho, assumindo a suplência pelo PSDB. O primeiro substitui Sebastião dos Santos, que entrou de licença médica. O segundo vai ocupar a vaga do vereador Valdir Terrazan (PSDB) – que, por ser o autor da denúncia contra o prefeito, está impedido pelo regimento interno da Casa a participar da sessão. Logo após a posse dos novos vereadores, presidente e os advogados das partes se reuniram para definir o material a ser lido.

A defesa queria que fosse lido todo o processo criminal ao qual Demétrio responde na Justiça, composto por aproximadamente 5 mil páginas. Antes, a defesa queria que fossem incluídos na leitura outros processos, que totalizariam perto de 30 mil páginas. O presidente da Câmara indeferiu os pedidos.

A leitura começou a ser feita às 9h52, pelo 1º secretário da Mesa Diretora, vereador Prof. Alberto (DEM), pela acusação feita por Terrazan. A expectativa é que a sessão se prolongue até a noite de quinta-feira.

Ao final da leitura do processo – numa segunda fase da reunião - cada vereador poderá usar a palavra por período de até 15 minutos. Na terceira etapa, serão reservadas duas horas para a defesa do prefeito. Só depois disso, será iniciado o processo de votação. O voto será nominal, aberto e deverá ser proferido pelo vereador da tribuna.

Para abrigar a sessão, a Câmara teve de montar uma esquema especial de segurança. Serão deslocados grupos de Guardas Municipais para patrulhamento interno e externo e auxílio de policiais militares. A entrada no Plenário será controlada. A partir das 8h30, haverá a distribuição de 150 senhas – mesmo número da votação do impeachment de Hélio de Oliveira Santos, em agosto. Será proibida a entrada de pessoas portando faixas, cartazes, apitos e qualquer material contundente.

Também não será permitida a entrada de pessoas com alimentos, copos ou garrafas de água ou outro tipo de bebida. As bolsas serão submetidas a revistas e haverá detector de metais nas entradas.

Como haverá número limitado de vagas no plenário, a presidência da Câmara decidiu instalar um telão na entrada principal, na avenida Roberto Mange. Ali, será instalado um painel de alta definição, que vai permitir às pessoas enxergarem mesmo durante o dia. A avenida será fechada parcialmente ao trânsito.

A sessão será transmitida na íntegra pela TV Câmara, Canal 4 da Net, e o sinal será disponibilizado para as emissoras comerciais. O mesmo sinal será aberto para as emissoras de rádio e para os sites e portais de internet.

A CP - A CP investigou a responsabilidade de Demétrio em um suposto esquema de corrupção implantado na Sanasa, denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os integrantes da comissão avaliaram se o prefeito teve algum tipo de participação no esquema denunciado ou se deixou de combater as irregularidades nas vezes em que assumiu o cargo e concluíram pela procedência da denúncia.

A acusação de Terrazan apontou três denúncias contra Demétrio – fraudes em contratos da Sanasa e outra duas na Ceasa: irregularidades em licitações para fornecimento de merenda escolar e nepotismo. No entanto, uma ordem judicial autorizou que a investigação fosse restrita apenas à Sanasa.

Na segunda quinzena de maio deste ano, numa operação desencadeado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foram expedidos 20 mandados e prisão, entre eles, contra o então vice-prefeito Demétrio Vilagra e dois secretários municipais, Carlos Henrique Pinto (Segurança Pública) e Francisco de Lagos (Comunicações), além de diretores e ex-diretores da Sanasa.

Formada pelos vereadores Rafa Zimbaldi (PP), Zé do Gelo (PV) e Sebá Torres (PV), a CP foi aprovada na Câmara no dia 24 de agosto. Acabou suspensa pela Justiça no dia seguinte, mas foi restabelecida no dia 17 de outubro.



Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 20/12/2011 09h47