Comissão da Câmara sai em defesa da universalização dos serviços de internet
Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, o vereador Sérgio Benassi (PC do B) imprimiu um tom épico à luta pela universalização dos serviços de internet – e todas as possibilidades abertas pelas novas tecnologias digitais.
Na manhã deste sábado, (17/09), ele comparou a tarefa de tornar essas tecnologias acessíveis a toda a população à campanha que nossos pais e avós travaram na primeira metade do século passado em defesa do petróleo.
Benassi lembrou que Campinas tem tradição de luta em torno de bandeiras que fizeram o desenvolvimento do País e reafirmou a importância política e econômica do município na vida brasileira.
“Estamos vivendo um momento chave. Quando se discute o futuro do país a gente deve abraçar bandeiras deste tipo , que são absolutamente estratégicas. Temos a certeza que não há modelo de desenvolvimento pleno que não leve em conta as novas tecnologias que estão hoje disponíveis”, acrescentou. “Pensar nisso, é quase como reviver quando nossos pais e avós lutaram pelo petróleo nosso, pela energia nossa, pela ciência nossa”, conclamou.
“Alguns podem até considerar um exagero, mas se não for tão importante quanto, tenho plena convicção que não está muito longe disso”, disse Benassi, na abertura do evento “Arena Digital” – que reuniu especialistas e usuários no Centro de Convivência Cultural para discutir o Plano Nacional de Banda Larga e Cultura Digital.
Organizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara em parceria com a IMA (Informática dos Municípios Associados), o “Arena Digital” contou com mesas-redondas que discutiram infraestrutura, economia, educação, cultura e comunicação digital.
O evento contou ainda com oficinas de redes sociais, TVweb, Rádioweb, Fotografia, música eletrônica, feira de instalação de software livre e apresentação de projetos tecnológicos e educacionais. Um deles foi da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Elza Peregrini, em que alunos da 1ª à 9ª séries recebem noções de robótica a partir do programa nacional Um Computador por Aluno (UCA).
Neste contexto, o computador é usado como instrumento para a discussão de diversas outras disciplinas. No Convivência, meninos e meninas mostram alguns dos projetos desenvolvidos em sala de aula, como o funcionamento de uma discoteca, de carrinhos, gruas ou dispositivos de alarmes acionados a partir de uma programação prévia feita por meio de softwares livres.
”O computador é um instrumento pedagógico poderoso. A partir dele, podemos discutir uma série de outras disciplinas”, disse a orientadora pedagógica Flávia Martins Guimarães Fung. Esse tipo de iniciativa está em 306 escolas do país, num projeto orientado por nove universidades, entre elas a Unicamp.
MANIFESTO - O “Arena Digital” reafirmou o caráter estratégico da universalização das novas tecnologias. Em manifesto distribuído no evento, organizadores defendem que a banda larga deve ser definida como serviço público, “sujeito a controle de tarifas para garantir valor baixo e acessível, além de garantias de continuidade e prevalência do interesse público na utilização da infraestrutura necessária ao serviço”.
Os organizadores querem ainda, integrar ações das esferas Federal, Estadual e Municipal para universalização da Internet da banda larga, “possibilitando o acesso de qualquer pessoa ou instituição ao serviço e otimização do uso da infraestrutura, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético livre de licenças para aplicações comunitárias”.
Por fim, a organização quer “a implementação de mecanismos de controle público da gestão das redes, garantindo o acesso não discriminatório e competitivo à infraestrutura”.
Benassi quer que a realização do Arena Digital seja feita todos os anos a partir de agora.
Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
