Comissão intervém e investidores apresentam projeto para área da antiga rodoviária
De acordo com o presidente da Suave Comunicações e Negócios, Itamar Suave – uma das empresas investidoras - o empreendimento vai ocupar 85 mil m2 de área construída e será chamado de Centro Comercial Andrade Neves (Ilustração abaixo). O custo de investimento será de R$ 150 milhões. Na semana que vem, oprojeto será protocolizado na Prefeitura.
De acordo com Suave, os
três primeiros pisos serão destinados a instalação de um Shopping
Center. Sobre esse shopping serão erguidas quatro torres de três
andares cada. Uma das torres será destinada exclusivamente para
abrigar consultórios médicos, clínicas e atividades relacionadas
ao setor.
A segunda deverá atender ao setor corporativo e vai abrigar escritórios ou pequenas empresas. A terceira ficará reservada para hotéis e a quarta para comércio e serviços. O projeto prevê ainda mais três andares no subsolo que serão destinados a estacionamento de veículos. Além da quadra que abrigava a antiga rodoviária, a empresa pretende utilizar mais duas quadras, nas imediações.
A área da rodoviária
foi comprada pela Cem Empreendimentos, mas a gestão do negócio será
compartilhada com outros parceiros. “ A CEM fez uma associação
com a União dos Investidores de Campinas (UNIC) Participação
Ltda, que fará o gerenciamento de todo o projeto e é quem vai
estabelecer as parcerias com os desenvolvedores e administradores de
shoppings, incorporadores e outros investidores.
PROBLEMAS - O projeto, no entanto, ainda tem de superar alguns obstáculos até sair do papel. A área que pertencia à Maternidade é apenas uma parte da área de 12 mil metros quadrados necessários para a viabilização do empreendimento. Os 4,5 mil m2 restantes – que não pertencem à Maternidade - ainda devem ser negociados com os proprietários.
A maior dificuldade, segundo Itamar Suave diz respeito aos 2,1 mil m2 pertencentes à Nehemy Vallin. Essa área foi desapropriada pela Prefeitura, mas ainda há embaraços jurídicos em relação a escritura.
O presidente da Maternidade diz que a solução está nas mãos da Prefeitura. “Há menos de um mês, aqui mesmo na Câmara, numa reunião desta Comissão, o secretário Carlos Henrique Pinto garantiu que, assim que a Maternidade apresentasse um projeto factível para aquela área, iria pagar o que deve à Maternidade transferindo a posse daquela área para nós. Pelo contrato de venda que firmanos que a CEM, assim que a posse for feita à Maternidade, a área será transferida para os empreendedores”, disse Carlos Alberto Cortês
“Quero dizer que a
partir de hoje, a Maternidade já não pode mais ser responsabilizada
pela revitalização daquela região, simplesmente, simplesmente
porque o terreno foi vendido. A questão agora é entre os
empreendedores e a Prefeitura”, finalizou.
Carlos Alberto disse ainda que com a venda, a Maternidade recupera sua saúde financeira e, após um programa de austeridade econômica imposta desde 2009, deve zerar o déficit operacional até o meio deste ano.
COMISSÃO – A
Comissão de Representação foi instalada na Câmara no começo de
fevereiro para identificar as razões da crise financeira da
Maternidade, que teve o atendimento comprometido em razão de uma
greve dos funcionários. Formada pelos vereadores Dario Saadi (DEM),
Francisco Sellin (PDT) e Biléo Soares (PSDB), a comissão percebeu
que as dificuldades financeiras da instituição tinham como origem o
terreno da antiga rodoviária e, depois de ouvir todas as partes,
contribuiu para a solução do problema.
“Mas nossa tarefa ainda não terminou. Agora temos de acompanhar as negociações dos investidores com a Prefeitura e depois, fiscalizar o empreendimento, que é extremamente importante para a requalificação daquela região da cidade”, diz Dário.
Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas.
