CPI da Corrupção vai ouvir Simone Medeiros no dia 23
Ela estava convocada para depor à CPI na última quinta-feira, mas não compareceu alegando problemas de saúde. Antes, já havia sido chamada para falar na Comissão Processante que resultou na cassação do então prefeito Hélio de Oliveira Santos e também não compareceu.
“Se ela não aparecer de novo, podemos pedir uma convocação coercitiva. Vamos à Justiça e pedimos que o juiz determine sua presença. Se ela não o fizer, estará descumprindo uma ordem judicial e estará sujeita às consequência disso”, afirmou o vereador. Simone deverá explicar aos vereadores os critérios adotados pelo departamento na liberação de alvará para empreendimentos, licença de funcionamento de bares e restaurantes e a liberação de áreas para a instalação de antenas da telefonia celular. Todos esses procedimentos estão sob investigação do Ministério Público.
FISCALIZAÇÃO - Na reunião anterior – na última quinta-feira (10/11) - a CPI ouviu o coordenador setorial de fiscalização do Departamento de Urbanismo, Marcel Badan Padilha. Ele disse desconhecer a existência de irregularidades no órgão e sustenta que só soube de denúncias pela imprensa. “Ficamos surpresos com as denúncias, porque a gente não imaginava isso. Depois disso, a gente virou motivo de chacota. Onde um fiscal aparece, alguém faz um comentário maldoso”, contou.
“Nós não tínhamos ideia dos problemas, porque somos um departamento executor. Só fazemos o que determina o protocolado. Se for para lacrar nós lacramos. Se é para liberar, nós liberamos”, afirmou. Ele disse nunca te recebido orientação - ou mesmo uma sugestão - para autuasse ou deixasse de autuar determinado estabelecimento. Disse não conhecer o promotor de eventos Ivan Goretti de Deus, suspeito de cobrar propina de donos de bares.
Padilha revelou a precariedade da estrutura do departamento de fiscalização. “Contamos com 24 fiscais, para fiscalizar comercio, bares e restaurantes, igreja, liberação de habite-se. Temos apenas um carro, que em geral fica com o pessoa que atua só no comércio. Temos apenas um aparelho que mede decibéis que só está funcionando porque nós pagamos o conserto”, disse.
A CPI é presidida pelo vereador Artur Orsi e conta com os vereadores Campos Filho (DEM), Miguel Arcanjo (PSC), Sebastião dos Santos (PMDB), Élcio Batista (PSB), o Politizador (PMN) e Cidão Santos (PPS).
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
