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CPI da Saúde vai investigar processo de construção do Ouro Verde

27/10/11
CPI da Saúde vai investigar processo de construção do Ouro Verde

Kerr Saraiva em depoimento à CPI

A CPI da Saúde instalada na Câmara Municipal de Campinas vai investigar o processo que resultou na construção do Complexo Hospitalar Ouro Verde que, depois de três anos da inauguração, apresenta grandes rachaduras nas paredes, impossibilitando que salas e quartos possam ser utilizados para procedimentos médicos ou internações. Parte do forro das salas foi retirada e dezenas de rachaduras foram identificadas em diversas alas.

Macas, camas, colchões e outros equipamentos permanecem amontoados em um espaço, sem utilização, há mais de dois anos. Sem dinheiro para atendimento pleno, o hospital funciona com apenas 60% de sua capacidade.

A CPI quer saber as circunstâncias da contratação da construtora Schain, responsável pela obra e, para isso, vai requisitar da Prefeitura o processo de licitação. O objetivo é identificar as exigências que foram feitas e que a qualificaram para a obra. A comissão quer saber também quais as medidas de recuperação e reforma do prédio já foram adotadas. A comissão quer saber ainda se o contrato prevê algum tipo de penalização à empresa pelos prejuízos causados ao funcionamento da instituição.

Em depoimento na tarde desta quinta-feira (27/10) à CPI, o secretário municipal de Saúde, José Francisco Kerr Saraiva disse que a empresa já iniciou os reparos e que será responsabilizada eventuais danos. Saraiva admitiu que a secretaria tomou conhecimento do problema no segundo semestre de 2009, cerca de um ano depois da inauguração. E demonstração irritação ao falar sobre o problema. “Certamente houve erros. Ninguém poderia esperar que a obra apresentasse os níveis de rachaduras que apresentou menos de um ano depois da inauguração. É inaceitável que um equipamento público tão importante esteja comprometido desta forma”, afirmou.

Ele disse no entanto, que a Secretaria de Infraestrutura é a responsável por identificar junto a construtora a origem do problema e adotar medidas de reparação e responsabilização. Kerr Saraiva disse que se a reforma for concluída dentro do prazo previsto, até dezembro deste ano espera ampliar para 85% ou 90% a capacidade de atendimento do hospital. Kerr Saraiva defendeu um modelo de gestão feito por uma fundação pública de direito privado.

CÂNDIDO - O secretário disse que a Prefeitura também estuda um novo modelo de gestão na parceria com o Cândido Ferreira. Kerr Saraiva afirmou que a Administração chegou a cogitar a transformação do hospital em fundação, mas ainda não há consenso a respeito. O secretário disse ainda que uma empresa está encarregada de fazer uma auditoria na dívida da Prefeitura com o hospital, hoje, em torno de R$ 43 milhões. Ele não confirmou esse valor. “A auditoria está sendo feita justamente para identificar o valor exato da dívida”, disse.

O secretário garantiu ainda que o Pronto Atendimento (PA) do Centro – que também tem graves problemas de manutenção – será reformado.

PRÓXIMA REUNIÃO - Na próxima reunião – marcada para a próxima segunda-feira (31/10), a partir das 14h30.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas





Publicada em 27/10/2011 18h34