CPI da Saúde toma depoimento do vice-presidente da Maternidade
Na primeira reunião
desta semana, realizada na segunda-feira (26/09), a CPI tomou o
depoimento do presidente da Maternidade, Carlos Alberto Cortês, que
fez críticas aos governos estadual e federal por conta da baixa
remuneração que recebe pelos serviços prestados ao SUS. Cortês
diz que a Prefeitura não tem atrasado os repasses, mas reclama que o
valor do procedimentos não tem reajuste já há três anos.
De cada 10 nascimentos registrados em Campinas quatro são feitos na Maternidade e, destes, 60% são atendimentos feitos pelo SUS. A Maternidade diz ter hoje um déficit de R$ 500 mil por mês no atendimento do SUS. O presidente da Maternidade disse que o Município deveria pressionar os governos estadual e federal a aumentarem o valor dos repasses.
Cortês falou também sobre o processo de ocupação do terreno onde funcionava a antiga rodoviária. Segundo o presidente, a prefeitura ainda deve aproximadamente R$ 7 milhões à instituição, mas o problema é ainda mais grave. “Por conta de questões internas da Prefeitura, o projeto de construção de um centro comercial naquela área está parado. Com isso, a área está lá, com o mato crescendo, sem definição”, diz.
CÂNDIDO - Localizado no Distrito de Sousas, o Hospital Cândido Ferreira é referência no tratamento em saúde mental no Brasil desde 1993. A instituição mantém um convênio de co-gestão com a prefeitura de Campinas e dedica-se integralmente ao atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão tomados os depoimentos da presidente da instituição, Telma Cristina Palmieri; do superintendente, Nobosou Oki e do gerente financeiro do hospital, André Luiz de Castilho Fonseca.
Em audiências anteriores, a CPI ouviu diretores dos hospitais Ouro Verde e Mário Gatti.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
