CPI dos Radares ouve novos depoimentos nesta terça-feira
Serão ouvidos o ex-diretor de operações da empresa que gerencia o trânsito e transporte em Campinas, Atílio André Pereira, o presidente do Sindviários de Campinas Reno Ale, além dos funcionários Celso Adelino Ferreira – gerente de planejamento de transporte da Emdec e o chefe de departamento dos transportes Airton Francisco Martins.
De acordo com as denúncias encaminhadas à Comissão em julho deste ano, a prática funciona desde 2005 – primeiro ano do governo Hélio de Oliveira Santos – e concede gratificações aos agentes de mobilidade urbana – os chamados “Amarelinhos” - que atingirem metas de produtividade (aplicar um número mínimo de multas, num determinado período). Os funcionários disseram ainda que a empresa chegou a orientar os fiscais a não multarem determinadas empresas do setor de transporte público.
Além de Rafa Zimbaldi, fazem parte da Comissão os vereadores Thiago Ferrari - relator (PMDB), Antônio Flôres (PDT), Jairson Canário (PT), Petterson Prado (PPS), Tadeu Marcos (PTB) e Zé do Gelo (PV).
Os depoimentos são públicos e podem ser acompanhados no Plenário com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66 – no bairro Ponte Preta. Eles serão transmitidos, ao vivo, pela TV Câmara Campinas – canal 4 da NET ou pelo site www.camaracampinas.sp.gov.br.
Depoimentos desta segunda-feira: Supervisores negam denúncias de pressão por multas
Os supervisores de trânsito e transporte da Emdec que foram ouvidos pela CPI dos Radares nesta segunda-feira (01/08) negaram conhecimento de qualquer pressão por parte da direção da empresa que gerencia o trânsito em Campinas para que os agentes de mobilidade urbana aumentassem a produção emitindo mais multas.
Os três funcionários de carreira do prefeito falaram sobre o processo de seleção em que foram contratados pela Emdec como agentes de trânsito, da promoção dentro do plano de carreira para se tornarem supervisores e da rotina de trabalho de fiscalização em Campinas dos 'amarelinhos'.
O primeiro a ser ouvido foi Nivaldo Marino de Sousa que negou conhecimento de qualquer ordem para o aumento de emissão de multas. O supervisor Laércio Omito confirmou as informações do colega e falou que não existe premiação para quem emitir mais multas em Campinas. Claudemir Gonçalves disse que a única ocorrência que aconteceu foi em seu turno quando um agente não aceitou usar a 'bandeirola' como material de trabalho dos 'amarelinhos' designados a atuar na ciclofaixa. No entanto, não soube informar as sanções que foram impostas ao trabalhador após este fato. “Eu disse a ele que já que não queria utilizar os acessórios necessários para quem atua na orientação do uso da ciclofaixa era melhor ir embora e comuniquei o fato ao encarregado, após isso eu não sei o que aconteceu”, afirmou Gonçalves. Ele disse desconhecer qualquer cobrança em relação à produtividade dos agentes de mobilidade urbana.
Ao final da reunião a CPI recebeu um abaixo assinado com cerca de 200 assinaturas de agentes de trânsito da Emdec negando a existência de pressão ou assédio para que os trabalhadores passem a emitir maior número de multas.
O presidente da Comissão, vereador Rafa Zimbaldi (PP) orientou o grupo a apresentar o mesmo documento ao sindicato que representa a categoria. “Como vamos ouvir o presidente do sindicato para saber se ele tem conhecimento das denúncias é importante que se tenha conhecimento desse posicionamento contrário também”, ponderou. Ele acredita que apenas com os outros depoimentos é que a CPI poderá ter uma posição a respeito do assunto.
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
