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CPI da Saúde: Prefeitura tem dívida de R$ 43 milhões com o Cândido

03/10/11
CPI da Saúde: Prefeitura tem dívida de R$ 43 milhões com o Cândido

Reunião da CPI da Saúde

A Prefeitura de Campinas tem uma dívida de R$ 43 milhões com o Serviço de Saúde Cândido Ferreira, o hospital referência no tratamento em saúde mental no Município. O valor foi divulgado na tarde desta segunda-feira (03/10), pelo gerente financeiro da instituição, André Luiz de Castilho Fonseca, em depoimento à CPI da Saúde instalada na Câmara.

De acordo com o superintendente do hospital, Nobusou Oki, a dívida é resultado de atrasos nos repasses que devem ser feitos pela Administração. Com isso, a instituição teve de recorrer a empréstimos bancários para cobrir folha de pagamento. Segundo ele, os repasses atuais estão com três meses de atraso. 

Os dois contaram que, por conta disso, o Cândido está deixando de recolher encargos sociais de seus funcionários.

Hoje, disseram eles, o Cândido sequer pode promover uma redução na folha, já que não teria dinheiro sequer para pagar as rescisões contratuais. Uma auditoria interna foi aberta para identificar a dimensão do problema. A expectativa é que o trabalho seja finalizado até o final deste mês.

O Cândido mantém convênio de co-gestão com a prefeitura de Campinas desde 1990 e dedica-se integralmente ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, atende perto de 2.200 pacientes. Conta com 2.130 funcionários, mas apenas 648 deles trabalham no hospital. O restante está realocado na Secretaria da Saúde, que desloca esses funcionários para setores não relacionados à saúde mental.

okiNobusou Oki (foto) explicou a forma de contratação de funcionários. “Quando a vaga a ser preenchida é no hospital, a seleção é feita pelo pessoal do Cândido. Se for para outros setores da Saúde, quem define é a Secretaria”, disse.

Para esclarecer as circunstâncias em que essas contratações estão sendo feitas, a CPI decidiu pedir a relação das pessoas que foram contratadas nos últimos seis anos e detalhes do processo de seleção.

O presidente da CPI, vereador Arly de Lara Romêo (PSB) fez uma avaliação pouco animadora da situação do Cândido Ferreira.

“ Ficou claro aqui, hoje, que a situação é muito delicada. Temos perto de duas mil pessoas que deveriam estar regularmente no serviço público e não estão. Além disso, o hospital acumula uma dívida de mais de R$ 40 milhões, o que é extremamente preocupante”, disse Arly.

Na próxima reunião, a CPI vai ouvir diretores do Hospital e Maternidade Celso Pierro. Fundado há 32 anos, evoluiu de uma Clínica para um Hospital Terciário, tornando-se referência da Região Oeste de Campinas, que possui cerca de 400 mil habitantes.

Além de Arly, a CPI tem como integrantes os vereadores Petterson Prado (PPS), Francisco Sellin (PDT), Dário Saadi (DEM), Sérgio Benassi (PCdoB) e Artur Orsi (PSDB). Em audiências anteriores, a CPI ouviu diretores dos hospitais Ouro Verde e Mário Gatti.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas.

Publicada em 3/10/2011 18h23