Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2011
  • Empreendedores deixaram de oferecer R$ 100 milhões em contrapartidas

Empreendedores deixaram de oferecer R$ 100 milhões em contrapartidas

29/09/11
Empreendedores deixaram de oferecer R$ 100 milhões em contrapartidas

Yabiku (centro) em depoimento à CPI

As empresas construtoras que tiveram empreendimentos embargados em Campinas por conta de irregularidades na execução dos projetos, deixaram de realizar obras de infraestrutura - as chamadas contrapartidas - que somam pelo menos R$ 100 milhões.

A estimativa foi feita nesta quinta-feira (29/09) pelo secretário de urbanismo, Luis Yabiku em depoimento à CPI da Corrupção.

Segundo ele, projetos habitacionais e comerciais foram aprovados na Prefeitura, sem a exigência de obras de drenagem, adequação do sistema viário – em alguns casos até com a construção de túneis, viadutos ou marginais – e a instalação de equipamentos públicos, como escolas ou unidades de saúde, como determina a lei.

“Não tenho um levantamento preciso, mas a grosso modo, acreditamos que essas contrapartidas ultrapassem a casa dos R$ 100 milhões”, disse o secretário. “Todo dia eu me pergunto, como é que pode (ter sido adotado) este tipo de procedimento?”, afirmou. “Técnicos me disseram inclusive que chegaram a alertar o ex-secretário (Hélio Jarreta) sobre as irregularidades, mas, enfim, isso aconteceu”, lamentou Yabiku, que assumiu o cargo em final de maio deste ano, depois das denúncias de irregularidades feitas pela Ministério Público e que acabaram na exoneração de Jarreta.

Luis Yabiku lembrou que nesta sexta-feira (30/09) vence o prazo para que algumas das empresas que tiveram as obras interditadas assinem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público, pelo qual se comprometem a realizar as obras necessárias. “Se não assinarem, as obras não serão liberadas. Não há outra solução para o problema.

O presidente da CPI, vereador Artur Orsi (PSDB) defendeu a proposta de o Legislativo criar uma lei que defina as obrigações das empresas em relação às contrapartidas para cada tipo de empreendimento.


LEI DE OCUPAÇÃO – Yabiku defendeu na CPI que a Câmara – ao invés de revisar as macrozonas - inicie a atualização da Lei 6.031, que disciplina o uso e a ocupação do solo. Segundo ele, correções de pontos da lei produziriam efeitos mais eficazes e rápidos no processo de uso e ocupação de solo.

Os Planos Locais de Gestãs das Macrozonas são alvos de inquérito civil aberto pelo promotor da Habitação e Urbanismo, Valcir Kobori. O promotor identificou irregularidades na elaboração dos projetos - como a ausência de estudos específicos - e apontou falta de participação popular nas discussões. Por conta disso, a Câmara pretende fazer uma ampla revisão nas propostas feitas pelo Executivo.

Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 29/09/2011 16h43