Leitura do relatório já ultrapassa 32 horas ininterruptas
Além do cansaço natural, a última fase do procedimento é a mais complicada, segundo os vereadores. Eles dizem que nesta etapa estão os volumes que contém os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa e acusação. "As folhas foram preenchidas com texto na frente e no verso e em letra menor que a adotada até então", lembrou o vereador Zé Carlos.
A sessão de julgamento do prefeito começou na quinta-feira com a presença de 30, dos 33 vereadores da Casa. Em uma reunião entre os advogados de defesa do chefe do Executivo, o denunciante Artur Orsi e o presidente da Comissão Processante as páginas referentes às denúncias do Ministério Público (de 611 a 1219) foram excluídas da leitura.
SEGURANÇA - Para abrigar a sessão de julgamento, a Câmara teve de montar uma esquema especial de segurança. Foram deslocados grupos de Guardas Municipais para patrulhamento interno e externo e auxílio de Policiais Militares. A entrada no Plenário está sendo controlada. Estão sendo distribuidas senhas e foi proibida a entrada de pessoas portando faixas, cartazes, apitos e qualquer material contundente. Também não é permitida a entrada de pessoas com alimentos, copos ou garrafas de água ou outro tipo de bebida. As bolsas serão revistas e foram instalados detectores de metais nas entradas.
Como há número limitado de vagas no plenário, a
presidência da Câmara decidiu instalar um telão na entrada
principal, na avenida Roberto Mange. Ali, foi instalado um painel de
alta definição (abaixo), que permite às pessoas enxergarem mesmo durante o
dia. A avenida está
fechada parcialmente ao trânsito.
A sessão está sendo transmitida na íntegra pela TV Câmara, Canal 4 da Net. O sinal foi disponibilizado na integra para as emissoras comerciais. O mesmo sinal foi aberto para as emissoras de rádio e para os sites e portais de internet.
Aprovada no dia 23 de maio por unanimidade do plenário, a Comissão Processante formada pelos vereadores Rafa Zimbaldi, Zé do Gelo e Sebastião dos Santos apresentou o relatório final na tarde da última terça-feira (16/08). A Comissão entendeu haver responsabilidade do prefeito nas denúncias de fraudes nos contratos da Sanasa; no sistema de liberação de loteamentos e na instalação de antenas de celulares na cidade. As denúncias foram feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e na Câmara, apresentadas pelo vereador Artur Orsi.
Texto e foto: Assessoria de
Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
