Moradores da RMC pedem soluções para o transporte
Entre as sugestões, criação do bilhete único e diminuição do número das praças de pedágio
Primeira região metropolitana a sediar neste ano audiência pública
sobre o Orçamento 2012, Campinas teve reunião conduzida pelo
vice-presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento
(CFOP), Luiz Claudio Marcolino (PT), nesta quinta-feira, 15/9. O
deputado abriu os trabalhos com um breve relato sobre a dinâmica da
discussão do Orçamento e citou alguns resultados positivos de audiências
feitas em anos anteriores. O vereador Sebá Torres representou a Câmara
de Campinas. No encontro, muitos cidadãos se referiram a problemas na
mobilidade urbana.
Diversos parlamentares da região participaram do debate. Célia Leão
(PSDB) disse que o Orçamento tem destinações carimbadas e sobra pouco
para investimentos, mas ainda assim a discussão de como aplicar esses
recursos é muito importante. Gerson Bittencourt (PT) apresentou demandas
da região: bilhete único, ampliação das linhas de trem, duplicação da
rodovia Santos Dumont e investimentos em escolas técnicas e em serviços
de saúde. Ana Perugini (PT) sugeriu como prioridade a conclusão do
corredor metropolitano de Campinas, o aumento do número de leitos
hospitalares e a ampliação do saneamento básico e do abastecimento de
água. Edmir Chedid (DEM) falou de sua experiência anterior como relator
do Orçamento percorrendo o Estado para ouvir a população sobre propostas
regionais. Ele lembrou que Campinas ainda aguarda a instalação de uma
Fatec. Antonio Mentor (PT)disse que a maior preocupação nas cidades da
região são os pedágios que as separam, encarecendo o transporte de
cargas e, em consequência, os produtos.
Coordenador da Frente de Enfrentamento ao Crack, Donisete Braga (PT)
tem comparecido a todas as reuniões da CFOP, oportunidade em que tem
divulgado dados sobre a situação de usuários no Estado. Uma informação
alarmante sobre a região de Campinas é de que entre os dependentes de
crack, 6% correspondem a crianças na faixa de 6 a 11 anos.
O que falta
A área de assistência social carece de recursos em toda a região e
não há atendimento adequado a usuários de drogas. Em várias cidades
faltam creches. Outra questão que aflige muitos municípios são as
enchentes, problema que só será resolvido com obras de engenharia. As
lideranças e moradores também afirmaram que o segmento de Justiça e
Cidadania também recebe verbas mínimas para desenvolver seus projetos.
Com relação à área de saúde não é diferente.
Algumas das dificuldades de Itupeva são salas de aula superlotadas,
ausência de vara distrital, rodovia de acesso sem manutenção e moradias
da CDHU inacabadas. Já Hortolândia sofre com a falta de ônibus urbanos. O
hospital de Paulínia não tem capacidade plena de atendimento e a cidade
não conta com Poupatempo (já prometido pelo governo estadual) nem com
delegacia da mulher. Indaiatuba teve tratamento desigual na questão de
pedágios, pois a tarifa local é de 50 centavos por quilômetro, enquanto
em outros trechos da mesma estrada é de 16 centavos. Itatiba tem
dificuldade similar, pois seus moradores passam por três praças de
pedágio entre a capital e o município. Valinhos e Vinhedo têm problemas
ambientais cuja solução estaria na criação da APA da Serra dos Cocais,
uma tentativa de conter a urbanização desenfreada.
Também participaram representantes do Sinteeps e da Apampesp que
pleitearam data-base, cancelamento da cobrança pelo envio de holerite e
contrapartida financeira do Estado no custeio do Iamspe. O plano de
carreiras apresentado pelo governo estadual para a Educação também foi
criticado, pois "apenas incorpora gratificações".
Texto: Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa de São Paulo
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
