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  • 2011
  • OSs : grupos usam debate para fazer manifesto contra "privatização"

OSs : grupos usam debate para fazer manifesto contra "privatização"

OSs : grupos usam debate para fazer manifesto contra "privatização"

Debate público das Organizações Sociais

Apesar de o Executivo ter retirado o chamado projeto das Organizações Sociais – que permitia a terceirização de serviços na Saúde, Educação, Esportes e Cultura – o vereador Ângelo Barreto (PT) manteve o debate público previsto para esta quinta-feira (03/03) e disse que vai permanecer atento.

“Já deixei minha assessoria de sobreaviso. Qualquer projeto que trate desse assunto ou que seja semelhante a este que venha a ser protocolado na Casa, vamos marcar audiências públicas, pois a população precisa ser ouvida, seja qual for a proposta a ser adotada pela Prefeitura”, afirmou o vereador.

O Movimento Campinas contra a Privatização, usou o debate público para lançar um manifesto. “Assim como depois de muita luta, nós construímos o SUS, não podemos que agora seja extinto. O governo pode até querer acabar, mas não vai conseguir isso facilmente porque a sociedade vai se mobilizar contra”, disse um dos líderes do movimento, Gerardo Mendes de Mello. “Esse projeto (das OSs ) vai transformar a saúde em mercadoria”, acrescenta ele.

O médico Pedro Tourinho de Siqueira, do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde, disse que nem mesmo a possibilidade de ampliar o apoio às entidades filantrópicas seria a solução. “Fazer isso seria aprofundar a lógica privatizante”, disse ele.

Coordenador do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Marionaldo Fernandes Maciel reiterou a posição contrária da entidade ao projeto. “Esse modelo vem sendo questionado na Justiça por um número enorme de irregularidades. Não há razão para que venha ser adotado aqui”, afirmou.

O vereador Petterson Prado (PPS) disse que o problema é mais profundo. “Na verdade, o problema da saúde no Brasil nem é a gestão. Hoje, temos uma saúde medicamentosa; voltada para oferecer remédios, cirurgias e procedimentos, muitas vezes baseados em dados fraudados pelos grandes laboratórios. O problema é o rumo”, afirmou.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 3/03/2011 18h05