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  • 2011
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Diretor do Ouro Verde diz que recursos federais ainda não chegaram

Diretor do Ouro Verde diz que recursos federais ainda não chegaram

Depoimento de Lotufo à CPI da Saúde

O diretor clínico do Complexo Hospitalar Ouro Verde Dr. Claudiney Cheli Lotufo, confirmou na CPI da Saúde, nesta segunda-feira (17/10), que a Prefeitura não está efetivando os pagamentos para saldar a dívida de R$ 4,5 milhões junto a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – a SPDM – a entidade co-gestora do hospital.

Lotufo disse também não ter conhecimento de verbas enviadas pelo governo federal para que o hospital, que atualmente funciona com 140 leitos, passe a atender na totalidade.

O anúncio do recurso para o Complexo Ouro Verde foi feito em agosto pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou convênios para que hospitais da Região Metropolitana de Campinas (RMC) recebessem mais de R$ 12 milhões. O valor de R$ 3,5 milhões, possibilitaria que mais 110 leitos do Ouro Verde, atualmente desativados, fossem disponibilizados.

O médico afirmou que a unidade está bem equipada com aparelhos de última geração, no entanto admitiu que o problema está na falta de recursos humanos. “Temos, por exemplo, microscópio de última geração para neurocirurgia, mas que não está sendo utilizado porque não temos recursos para contratar equipes de enfermagem e médica, além dos medicamentos que precisam ser comprados”, falou Lotufo. Ele afirmou que SPDM tem condições imediatas de contratar esses profissionais, caso as verbas do governo federal sejam repassadas à co-gestora.

O relator da CPI, vereador Petterson Prado, solicitou que seja entregue à Comissão um relatório do sistema de controle digitalizado de entrada e saída de funcionários, incluindo os médicos. “Sabendo como é o sistema, seus custo de instalação e manutenção poderemos sugerir que outros hospitais possam utilizá-lo para o controle do horário de trabalho dos profissionais”, salientou.

Lotufo enfatizou que, apesar de não estar com a capacidade completa, o Complexo Ouro Verde, apresenta total condições de ser um hospital formador tendo residentes atendendo a população. “Acredito que com o recebimento de verbas, trabalhando com total capacidade o hospital tem total condições de ter residentes”, disse.

O presidente da Comissão, vereador Arly de Lara Romêo, disse existe uma demanda reprimida no atendimento da população daquela região. “A produtividade do hospital é muito baixa de acordo com a capacidade física instalada, o centro-cirúrgico está sendo subutilizado e o banco de sangue até hoje não foi instalado, o que é muito grave. O Ouro Verde não tem hoje condições de atender a demanda da própria região, porque não tem implantado todos os serviços, sobretudo na área cirúrgica”, conclui Arly.

Também participaram da reunião os vereadores Dário Saadi, Francisco Sellin e Artur Orsi, membros da Comissão.

Na próxima quinta-feira (20/10), a partir das 14h30, a CPI da Saúde vai ouvir o depoimento do coordenador do SAMU, José Roberto Hansen e a diretora da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) Maria Filomena de Gouveia.

Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Saúde



Publicada em 17/10/2011 17h54