Problema da Saúde é gestão e não dinheiro, diz sindicalista
“Fica naquela linha de que finge que nós lhe pagamos e nós fingimos que atendemos. Se nós verificarmos os orçamentos municipais, estaduais e federal vamos observar que nem sessenta por cento foi cumprido e ainda se busca mais dinheiro para a saúde. Dinheiro tem, o que não tem é gestão”, criticou.
Quanto
à Santa Casa de Campinas que passa por problemas financeiros,
deixando inclusive de pagar os salários de seus funcionários
Oliveira salientou que não é o Sistema Único de Saúde que salvará
a instituição. “Salvará a Santa Casa um novo sistema de gestão,
de organização e de administração.
A situação só tende a piorar pois a Irmandade (que gerencia a Santa Casa e o Hospital Irmãos Penteado) demitiu na última sexta-feira (04/11) 142 funcionários. Nós funcionários sequer podemos almejar sequer um dia sermos mandado embora de lugares como este porque não receberemos nossos direitos como as verbas rescisórias e o Fundo de Garantia, o que a Santa Casa não faz”, disse.
O
presidente do Sinsaúde salientou que a entidade representa os
trabalhadores da saúde do setor privado e filantrópico, por isso
luta também por aqueles que atuam no Serviço de Saúde Dr. Cândido
Ferreira, mesmo que seja atuando na Rede Municipal.
Ele apontou como um grande erro o convênio feito com a Prefeitura, ainda na gestão do ex-prefeito Jacó Bittar, através da Lei Municipal nº 6.215 de 9 de maio de 1990, e mantido por Magalhães Teixeira. “Na época eu disse ao Grama se ele ia deixar essa herança para Campinas e hoje vemos a situação do trabalhador que aí está, o Cândido diz que deve e não nega, mas paga quando puder, o que gerou diversas ações no Ministério Público”, reclamou.
Ele afirmou que os funcionários que trabalham para a instituição no atendimento municipal têm um salário menor, em média 30 ou 40 por cento, em relação ao concursado.
A
gerente técnica do Hospital Beneficência Portuguesa Juliana Prado (foto)
também foi ouvida pela CPI e apresentou os serviços que são
prestados através do SUS, com encaminhamentos feitos pela central de
agendamento da Secretaria Municipal de Saúde e afirmou que a tabela
do SUS para o pagamento dos procedimentos é muito baixa.
“Nós recebemos por produção e a tabela SUS é muito baixa. Por isso, continuamos o atendimento pela certidão de entidade filantrópica, o que nos dá desconto na cota patronal”, afirmou. Ela disse que a entidade ofereceu vários serviços à Prefeitura de Campinas como da câmara hiperbárica e oftalmologia, mas aguarda o credenciamento.
Nesta quinta-feira (10/11) a CPI vai ouvir o secretário municipal de Recursos Humanos, Luiz Verano Freire Pontes e o responsável pelo almoxarifado central da Secretaria Municipal de Saúde, Mauro Aranha.
