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  • 2011
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Problema da Saúde é gestão e não dinheiro, diz sindicalista

07/11/11
Problema da Saúde é gestão e não dinheiro, diz sindicalista

Reunião da CPI da Saúde

O presidente do Sindicato da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde), Edson Laércio de Oliveira, fez duras críticas ao sistema de saúde no Brasil, principalmente ao que diz respeito à situação dos trabalhadores do setor no que diz respeito aos direitos e pagamento de salários.

“Fica naquela linha de que finge que nós lhe pagamos e nós fingimos que atendemos. Se nós verificarmos os orçamentos municipais, estaduais e federal vamos observar que nem sessenta por cento foi cumprido e ainda se busca mais dinheiro para a saúde. Dinheiro tem, o que não tem é gestão”, criticou.


Quanto à Santa Casa de Campinas que passa por problemas financeiros, deixando inclusive de pagar os salários de seus funcionários Oliveira salientou que não é o Sistema Único de Saúde que salvará a instituição. “Salvará a Santa Casa um novo sistema de gestão, de organização e de administração. 

A situação só tende a piorar pois a Irmandade (que gerencia a Santa Casa e o Hospital Irmãos Penteado) demitiu na última sexta-feira (04/11) 142 funcionários. Nós funcionários sequer podemos almejar sequer um dia sermos mandado embora de lugares como este porque não receberemos nossos direitos como as verbas rescisórias e o Fundo de Garantia, o que a Santa Casa não faz”, disse.

O presidente do Sinsaúde salientou que a entidade representa os trabalhadores da saúde do setor privado e filantrópico, por isso luta também por aqueles que atuam no Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, mesmo que seja atuando na Rede Municipal.

Ele apontou como um grande erro o convênio feito com a Prefeitura, ainda na gestão do ex-prefeito Jacó Bittar, através da Lei Municipal nº 6.215 de 9 de maio de 1990, e mantido por Magalhães Teixeira. “Na época eu disse ao Grama se ele ia deixar essa herança para Campinas e hoje vemos a situação do trabalhador que aí está, o Cândido diz que deve e não nega, mas paga quando puder, o que gerou diversas ações no Ministério Público”, reclamou.

Ele afirmou que os funcionários que trabalham para a instituição no atendimento municipal têm um salário menor, em média 30 ou 40 por cento, em relação ao concursado.

sauA gerente técnica do Hospital Beneficência Portuguesa Juliana Prado (foto) também foi ouvida pela CPI e apresentou os serviços que são prestados através do SUS, com encaminhamentos feitos pela central de agendamento da Secretaria Municipal de Saúde e afirmou que a tabela do SUS para o pagamento dos procedimentos é muito baixa.

“Nós recebemos por produção e a tabela SUS é muito baixa. Por isso, continuamos o atendimento pela certidão de entidade filantrópica, o que nos dá desconto na cota patronal”, afirmou. Ela disse que a entidade ofereceu vários serviços à Prefeitura de Campinas como da câmara hiperbárica e oftalmologia, mas aguarda o credenciamento.

Nesta quinta-feira (10/11) a CPI vai ouvir o secretário municipal de Recursos Humanos, Luiz Verano Freire Pontes e o responsável pelo almoxarifado central da Secretaria Municipal de Saúde, Mauro Aranha.


Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas




Publicada em 7/11/2011 17h35