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"Restos a Pagar" da Saúde pode bater na casa dos R$ 70 milhões

03/11/11
"Restos a Pagar" da Saúde pode bater na casa dos R$ 70 milhões

Forte (dir.) Petterson e Arly: audiência

O Restos a Pagar da Saúde em Campinas deve chegar perto de R$ 70 milhões até o final deste ano, segundo estimativas feitas pelo diretor técnico financeiro da secretaria Municipal de Saúde, Fábio Forte, em audiência de prestação de contas do terceiro trimestre do ano, realizada nesta quinta-feira (03/11) no Plenarinho da Câmara Municipal. Restos a Pagar são dívidas contraídas pela Administração com fornecedores, por exemplo, e que a Prefeitura está deixando de honrar por conta da crise financeira.

No ano de 2010, o Restos a Pagar chegou a R$ 58 milhões. O diretor informou que até setembro, apenas 61% do orçamento anual da pasta – de R$ 807 milhões – havia sido efetivamente gasto e isso, segundo ele, também se deve às dificuldades financeiras enfrentadas pela Administração. Ele defendeu a autonomia do Fundo Municipal de Saúde, que hoje tem um orçamento, mas não pode executá-lo integralmente. Forte contou aos vereadores, que quem define a liberação dos recursos é a Secretaria de Finanças. “Sem autonomia, o orçamento vira peça de ficção”, resumiu.

Respondendo a um questionamento do vereador Petterson Prado (PMDB) – que preside a Comissão Permanente da Saúde na Câmara - o diretor disse que a autonomia é possível e necessária. “Eu adoraria gastar mais. Na verdade, não adianta nada a gente ter um orçamento e não poder empenhar. Isso tem afetado demais a gestão da Saúde”, disse o diretor.

Forte lembrou que parte da solução está na Câmara. “O Legislativo poderia propor uma mudança na Lei Orgânica do Município e prever que recursos sejam liberados direta e periodicamente ao Fundo”, diz ele. O orçamento 2012 da Saúde é de aproximadamente R$ 844 milhões.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas


Publicada em 3/11/2011 17h29