Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2011
  • Meio Ambiente: seminário na Câmara identifica as vantagens do “novo diesel"

Meio Ambiente: seminário na Câmara identifica as vantagens do “novo diesel"

08/06/11
Meio Ambiente: seminário na Câmara identifica as vantagens do “novo diesel"

Painel sobre o novo óleo diesel

Chamada de “Alternativas para uma cidade inteligente e ecosustentável: Vamos construir juntos!”, a Semana do Meio Ambiente que está sendo realizada pela Câmara Municipal de Campinas debateu um tema crucial para a qualidade de vida da população, em especial aquela que vive nos grandes centros urbanos. Especialistas debateram a entrada em vigor a partir do ano que vem, da fase sete do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve P-7).


Instituído pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o Proconve-7 deverá reduzir níveis de poluição produzido pelos veículos e provocar uma das mais profundas mudanças a que foi submetida a indústria automobilística brasileira nos últimos anos.

O Proconve-7 determina que a partir de 1º de janeiro de 2012, todos os motores a diesel devem se enquadrar à nova legislação de emissão de poluentes. Isso significa que todos os caminhões e ônibus fabricados a partir do ano que vem devem ser equipados com um motor menos poluente, que precisa de um diesel mais limpo para rodar, com baixo teor de enxofre - o chamado S-50 (50 partes por milhão de enxofre).

Hoje, o diesel mais limpo comercializado no mercado é o S-500, ou seja, com um volume de enxofre dez vezes maior. A partir de 2013, será obrigatório o uso do S10, que tem índices ainda mais baixos de enxofre. Os veículos ciclo diesel produzidos até 2011 continuarão a serem abastecidos com óleo diesel S500 e S1800.

Os especialistas lembraram que diesel “sujo” (que é usado hoje) é o maior vilão da poluição nas cidades. De acordo com dados divulgados pelo Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo, o combustível sozinho, sem contar os demais poluentes, causará 25 mil mortes só na capital paulista até 2030, se nada mudar na sua qualidade.

IMPACTO - Representantes da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) disseram no debate, que a mudança vai atingir toda a cadeia produtiva – da indústria automobilística, as transportadores de combustíveis, os produtores de combustíveis, distribuidores e revendedores. “Nas últimas décadas não houve uma intervenção tão grande no setor. Trata-se de maior mudança estrutural da matriz energética brasileira”, afirmou o diretor da Fecombustíveis e vice-presidente da Recap, Emílio Martins.

As mudanças atingirão todas as etapas da cadeia, já que a indústria terá de fabricar veículos adaptados ao novo combustível. Além disso, o produto terá de ser transportado em caminhões exclusivos. O novo diesel terá ainda de ser armazenado em tanques construídos especialmente para esse fim e vendidos nos postos em bombas segregadas das demais.

Segundo Emílio Martins, três desafios estão colocados, além da readequação de todo o setor. “O primeiro é de logística; de ter de colocar o produto em todo o País. Em segundo está a definição do custo, que não pode ser igual ao diesel comum, mas também não pode ter preços proibitivos e, por fim, a questão da qualidade do produto”, disse.

O idealizador da Semana do Meio Ambiente na Câmara, o vereador Sebá Torres (PSB) salienta a importância de temas como este, que dizem respeito diretamente ao cotidiano das pessoas. “Nosso objetivo é mostrar à sociedade que todos podem ajudar a construir um mundo sustentável a partir do conhecimento, da mudança de posturas e do compromisso com a cidadania”, afirma Sebá.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 9/06/2011 10h59