Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2011
  • Setec oferecia reajuste e orientava sobre licitação

Setec oferecia reajuste e orientava sobre licitação

19/04/11
Setec oferecia reajuste e orientava  sobre licitação

Petterson (esq) e Luiz César Almeida

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de Campinas para apurar denúncias segundo as quais, corpos estavam sendo utilizados em cursos de tanatopraxia (técnica de conservação de cadáveres) sem que as famílias tivessem autorizado, abriu uma nova linha de apuração nesta terça-feira (19/04).

No depoimento do médico Luiz César Almeida, responsável pela Clínica Nossa Senhora da Conceição – que realiza autópsias e assina os atestados que passam pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) no necrotério do Cemitério Nossa Senhora da Conceição – os vereadores souberam que o diretor da Divisão Funerária da Setec, Erivelto Luiz Chacon orientava a clínica prestadora de serviço sobre os processos licitatórios.

“Ele nos aconselhava. Dava orientação (sobre documentos que estavam faltando), mas certamente fez isso também com a concorrência. Ele não dava assessoria para oferecer vantagem pra gente (clinica). Dava orientação. Ele foi muito além do trabalho dele, porque sempre foi um funcionário altamente competente”, afirmou o médico.

A CPI apurou ainda que a Setec ofereceu reajustes no contrato sem que isso estivesse previsto no acordo, nem que houvesse sido pedido pela prestadora do serviço. O contrato entre Setec e a Clínica Nossa Senhora da Conceição – que hoje está em R$ 39,6 mil por mês - vem sendo prorrogado desde 2008, com aditamentos feitos por iniciativa da autarquia.  Luiz César Almeida disse ainda que Chacon já prestou serviço à Clinica. Ele só não informou que tipo de serviço era prestado.

“Aí é relação da empresa e ela paga para quem ela precisa para ter o serviço. É um direito dela contratar quem quiser. Aí é questão de relação direta. Em relação pública eu posso garantir te garantir que nunca foi pago nada a ele. Na relação privada, você pode perguntar a ele”, disse o médico ao vereador Petterson Prado (PPS), o presidente da CPI.

cpisetec2TÉCNICO - A reunião desta terça-feira da CPI foi aberta com o depoimento do agente de suporte técnico da Setec, Heitor Fernandes de Freitas Filho (ao lado). Ele admitiu que não havia uma autorização expressa das famílias sobre a utilização do corpo nos cursos de tanatopraxia. A autorização, segundo ele, constava apenas da Ordem de Serviço. “A gente (funcionários da Setec) nunca imaginou que deveria ter um documento só para isso. Depois de tudo isso (quando o assunto foi divulgado pela imprensa) é que a gente viu que poderia ter uma autorização específica”, afirmou ele. “Mas os agentes funerários orientavam as famílias sobre os procedimentos”, assegurou.

PRÓXIMOS - No dia 26 de abril, a CPI vai ouvir mais quatro depoimentos – três deles de representantes de empresas que oferecem cursos de tanatopraxia. A diretora da CTAF, Dulce Cristina do Nascimento e das proprietárias da Tanatus, Silvia Maria Sayeg Tamega e Noemia Rivas Alves Garcia. Além disso, os vereadores vão ouvir o representante da Unesp, professor Renato Eugênio da Silva Diniz.

Esses depoimentos deverão começar às 13h30 e serão tomados na Plenarinho da Câmara, localizado na Av. Engenheiro Roberto Mange, 66, no bairro da Ponte Preta.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 19/04/2011 17h39