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  • 2011
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Setec: Tereza Dóro rastreia cursos e promete procurar famílias

Setec: Tereza Dóro rastreia cursos e promete procurar famílias

Tereza Dóro (Centro) no "Câmara em Debate"

A presidente da Setec, Tereza Dóro anunciou nesta segunda-feira (28/03) no programa “Câmara em Debate” - levado ao ar pela TV Câmara, Canal 4 da Net - que fez o levantamento dos cursos de tanatopraxia realizados na autarquia durante o ano passado. No programa – que contou com as participações dos vereadores Élcio Batista (PSB) e Jorge Schneider (PTB) - a presidente disse que vai entrar em contato com as famílias que podem ter tido parentes cujos corpos foram utilizados nesses cursos.

“Eu quero falar com cada família. Quero identificar se o corpo foi ou não usado no curso; se alguém da família assinou alguma autorização e se sabia o que estava assinando. Quero saber tudo”, acrescentou ela, que fez um alerta. “As pessoas que estejam em dúvida se o corpo de um parente seu foi usado ou não no curso, que entre em contato com a Setec, porque não podemos deixar dúvida a respeito desse assunto”, acrescentou.

Segundo a presidente, uma das evidências que podem indicar se o corpo foi usado ou não nas aulas é o tempo de liberação do cadáver, mas não apenas isso. “É preciso lembrar, que nem todos os corpos que apresentaram demora na liberação foram manipulados ou utilizados nos cursos. É possível que a demora tenha ocorrido por outra razão”, advertiu.

De acordo com a presidente, desde a instauração de uma sindicância interna, a demora na liberação de corpos pela Setec caiu para quatro horas, “no máximo”, segundo ela. “Antes, havia casos em que a liberação demorava 10 e até 12 horas”, contou.

De acordo com denúncias feitas pelo jornal Correio Popular, corpos que passaram pelo necrotério do Cemitério Nossa Senhora Conceição, nos Amarais, estavam sendo utilizados como objetos de estudo em cursos particulares de tanatopraxia, sem que os familiares fossem informados ou tivessem autorizado os procedimentos. Nos cursos, que tinham turmas de até 16 alunos - os estudantes aprendiam técnicas de higienização e conservação de cadáveres para serem velados ou transportados. Tereza Dóro lembrou que a Setec não oferece esse tipo de curso.

Tereza Dóro contou no programa que os depoimentos feitos pelos funcionários da Setec na sindicância interna aberta para apurar o caso serão entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 28/03/2011 20h05