Vice-presidente da Goldfarb nega irregularidades por parte da empresa
O vice-presidente da Goldfarb, Pedro Petrin, isentou a empresa de qualquer responsabilidade nos embargos das obras realizados pela Justiça e Prefeitura de Campinas. “As obras foram aprovadas e seguimos todos os trâmites exigidos. Essas contrapartidas exigidas são inéditas, pois o poder público é que tem que fazer isso”, reclamou.
A construtora teve três empreendimentos embargadas no Parque Jambeiro por falta de obras de infraestrutura para o trânsito e escoamento de água da chuva. Para suspender os embargos, a empresa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo a investir R$ 15 milhões para resolver o problema.
Os membros da comissão questionaram o trabalho de corretagem feito por Washington Deneno, sócio de Ricardo Candia, ex-diretor do Controle Urbano da Prefeitura de Campinas, em uma empresa imobiliária. “Como apenas um corretor fez todos os contratos de terrenos para que a Goldfarb construísse seus empreendimentos que foram aprovados em tempo 'record' na Prefeittura”, questionou o presidente da Comissão, vereador Artur Orsi.
Petrin afirmou desconhecer a relação de Deneno com Cândia e o mesmo só recebeu a comissão referente à corretagem após assinatura da escritura com a aprovação do projeto. “Temos uma estratégia agressiva de mercado, mas não sei de nenhuma influência dele (Deneno) para a aprovação dos projetos”, disse.
Questionado sobre as doações da
empresa no valor de R$ 250 mil para a campanha a deputado federal do
ex-secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, o
vice-presidente da Goldfarb falou que esta é uma prática comum em
todo o país e que o pedido partiu do prefeito cassado Hélio de
Oliveira Santos. “Todas as doações foram declaradas e estão no
site, não há nada de irregular”, afirmou. 
O relator da CPI, vereador Campos Filho, afirmou que não há como não associar tantas coincidências e que, provavelmente, os novos fatos apresentados terão de ser investigados pela Comissão. “Essa CPI é muito dinâmica, a cada depoimento aparece um fato novo e novos nomes envolvidos”, comentou.
A CPI da Corrupção foi instaurada
no início de setembro para analisar contratos públicos suspeitos de
irregularidades, além das denúncias das antenas irregulares e de
empreendimentos imobiliários em Campinas. A comissão também
pretende rastrear e devolver aos cofres públicos o dinheiro que
teria sido desviado pela corrupção na cidade.
O prazo para a
conclusão das investigações é de 90 dias, que pode ser prorrogado
por mais 30.
Além de Orsi e Campos, fazem parte da comissão os vereadores Miguel Arcanjo (PSC), Sebastião dos Santos (PMDB), Élcio Batista (PSB), o Politizador (PMN) e Cidão Santos (PPS).
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
