Andreu diz ter convicção da inocência de Demétrio
Andreu disse que analisou em detalhes o processo e não encontrou provas que incriminassem Demétrio. Afirmou que a possibilidade de interferência dele nos contratos da Sanasa é praticamente inexistente e, por sua parte, garantiu que não sabia do esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Mais sete depoimentos - todos relacionados pela Defesa - estão previstos para a próxima segunda-feira (28/11), a partir das 9 horas.
A Comissão Processante investiga a responsabilidade do prefeito em um suposto esquema de corrupção implantado na empresa de saneamento da cidade . Caberá à Comissão avaliar se ele teve algum tipo de participação no esquema denunciado pelo MPE ou se deixou de combater as irregularidades nas vezes em que assumiu a cadeira de prefeito.
“Tenho convicção da inocência de Demétrio a partir da história que construímos. Eu o conheci em 1982 e ele sempre se mostrou uma pessoa acessível, simples, sempre de bom humor”, contou Guilo. “Por tudo isso, posso assegurar o caráter, a integridade e respeito que ele tem com a coisa pública. Demétrio sempre defendeu o interesse público e essa minha convicção se mantém ainda hoje”, afirmou.
Guilo diz ter lido todo o processo e não encontrou indícios de participação de Demétrio nas irregularidades citadas pelo Ministério Público. “Li todo o processo e posso assegurar que não vi nenhuma prova que mude essa minha convicção”, acrescentou.
Guilo (foto ao lado) disse acreditar que Demétrio não teve qualquer interferência nos contratos firmados pela diretoria da Sanasa. “A Sanasa tem grande autonomia. O prefeito pode, por exemplo, definir as diretrizes, mas os processos licitatórios correm internamente. A interferência do chefe do executivo no cotidiano da empresa é muito pequena e, se é pequena para um prefeito, para aquele que o substituiu temporariamente e em curtos períodos como foi o caso de Demétrio, é inexistente”, garantiu.
O vereador Sebá Torres (PSB) lembrou que em depoimento à CP, o chefe de gabinete, Nilson Lucílio, informou que Demétrio teria determinado a uma varredura nos contratos sob suspeita. Isso, segundo Sebá, demonstra que a interferência pode ser muito grande.
Autor do requerimento que resultou na instalação da CP, o vereador Valdir Terrazan (PSDB), questionou Guilo sobre se havia corrupção no período em que presidiu a Sanasa. “A Câmara é quem tem de dizer se havia ou não corrupção”, respondeu.
Em seguida, Terrazan quis saber se ele conhecia o esquema de corrupção denunciado agora. “Evidentemente que não. Meses antes, a própria Câmara instalou uma CPI para investigar esse caso e nada encontrou”, rebateu.
PRÓXIMAS AUDIÊNCIAS – O presidente da CP, vereador Rafa Zimbaldi, anunciou uma nova rodada de depoimentos para a próxima segunda-feira (28/11). Neste dia serão ouvidas sete testemunhas, todas relacionadas pela defesa. As oitivas começam às 9 horas, e serão realizadas na sala da presidência.
Veja quais as testemunhas a serem ouvidas no dia 28/11:
1 - Antônio Carlos Spis – ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP)
2 - Guilherme Campos Júnior – deputado federal (PSD) e ex-vice-prefeito do governo Hélio
3 - Mohamed Habib – pró-reitor da Unicamp
4 - Wagner Luiz Constatino de Lima – secretário-geral da Fundação Petrobras de Seguridade Social
5 – Carlos Zarattini (Deputado Federal -PT)
6 - Antônio Aparecido Carrara – diretor da FUP
7 - João Antônio de Moraes - coordenador da FUP
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
