Câmara adere à campanha do 'Laço Branco'
Pela manhã, o presidente recebeu o laço símbolo da campanha das mãos da médica Veronica Gomes de Alencar, coordenadora da Rede Iluminar – um projeto criado na Prefeitura que tem como objetivo enfrentar o problema por meio da construção de políticas públicas de prevenção, combate e atendimento às mulheres vitimas da violência.
A fita, com a inscrição “Violência Contra a Mulher, Diga Não” , foi amarrada ao braço direito do presidente, num gesto repetido também pelo prefeito Pedro Serafim, pelos secretários municipais e replicado em diversos órgãos públicos, sindicatos, escolas e em mais de uma dezenas de pontos pela cidade.
Durante todo o expediente, os homens deveriam usar a fita branca para mostrar que rejeitam a violência contra a mulher. Cinquenta mil dessas fitas deveriam ser distribuídas ao longo do dia na cidade.
A Campanha do Laço Branco encerra os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” - iniciado no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Segundo Veronica, as mulheres negras são as que mais sofrem, já que são vítimas da violência de gênero, de raça e por conta da condição social.
Segundo a coordenadora da Rede Iluminar, o número de assassinatos de mulheres triplicou no Brasil entre os anos de 1980 e 2010. “Só em 2011, o número de casos aumentou em 50% no estado de São Paulo”, lembrou.
Em Campinas os dados são igualmente preocupantes. Segundo ela, um total de 953 mulheres foram atendidas pela rede no ano passado e destas, 360 relataram casos de violência sexual. Entre as adolescentes, a rede registrou 421 casos, sendo 115 vítimas de violência sexual.
“O mais assustador é que em 70% dos casos, a violência ocorre no âmbito domiciliar. São perpetradas pelo pai, tio, avô, um parente próximo ou com relações de amizade no circulo familiar”, contou.
Veronica
lembrou que a violência contra a mulher está disseminada por quase
todas as culturas e, segundo ela, está ligada à construção da
masculinidade; da ideia de domínio por meio da força. “Isso
explica, por exemplo, o fato de 6% dos casos de assassinatos
ocorrerem por sufocamento ou enforcamento”, revelou.
Neste ano, em Campinas, foram registrados pelo Sistema de Notificação de Violência (Sisnov), 410 casos de violência contra mulheres entre 18 e 59 anos. “Esses números, no entanto, devem ser maiores, já que não estão contabilizados os casos registrados nas delegacias”, diz.
HISTÓRIA - A data foi escolhida porque em 6 de dezembro de 1989, Marc Lepine, de 25 anos, invadiu, armado, uma sala do curso de Engenharia da Escola Politécnica de Montreal (Canadá), ordenou que os homens saíssem, matou as mulheres e depois cometeu suicídio. Na ocasião, um grupo de homens elegeu o laço branco para mostrar que repudiavam a violência contra a mulher. Em 1991, o dia 6 de dezembro foi escolhido como data oficial para protestar contra esse tipo de violência.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
