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Comissão marca debate público para discutir subsídio dos vereadores

22/03/12
Comissão marca debate público para discutir subsídio dos vereadores

Vereador Campos Filho

Presidente da Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara, o vereador Campos Filho (DEM), marcou para o dia 29 de março um debate público para discutir o subsídios dos vereadores. O vereador disse que está chamando representantes de diversos segmentos da sociedade para debater amplamente o assunto.

Campos informou que serão convidados, por exemplo, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de movimentos religiosos, de entidades organizadas da sociedade civil, sindicatos.

“Quero trazer para o assunto até um cientista político. Vamos discutir essa questão de forma aberta, como convém ao sistema democrático”, afirmou. “Mas não são apenas representantes de entidades que serão chamados. O encontro é aberto ao público a qualquer pessoa que se interesse pelo assunto pode participar”, acrescentou. O debate está marcado para o Plenário da Câmara, a partir das 10 horas.

Em fevereiro, o presidente da Câmara, Thiago Ferrari (PTB) apresentou uma proposta de reajuste, que definia o valor dos subsídios com base na média dos subsídios pagos em cidades do porte de Campinas.

Estudo encomendado pela Mesa avaliou os salários pagos a vereadores de municípios como Guarulhos, Osasco e Ribeirão Preto – que têm população ou importância econômica semelhante a de Campinas – além de capitais do País cuja população seja próxima, como Maceió, Goiânia, Campo Grande ou Florianópolis. A média dos subsídios dessas cidades é de R$ 9,5 mil, contra os R$ 7,1 mil pagos em Campinas.

O estudo mostrou que as cidades ainda não definiram os índices de reajuste para 2013, mas identificou que a maioria delas pretende apresentar um projeto de reajuste. Muitas das quais, apontou o estudo, pretendem reajustar pelo teto – ou seja, o equivalente a 75% do subsídio pago ao deputado estadual.

“Hoje, estamos com salários perto de 33% abaixo da média de cidades do porte de Campinas. Se essas cidades reajustarem pelo teto, continuaremos mais de 30% abaixo da média, mesmo com o reajuste que estamos propondo”, afirmou o presidente.

No projeto, a Mesa propõe um reajuste de aproximadamente 48%, ficando o salário em R$ 10,5 mil a partir do ano que vem. Pela proposta, o reajuste vai sair da verba de gabinete. “Com isso, não haverá aumento de custos do orçamento da Câmara. Os vereadores é que terão de promover cortes em seus gastos e com a verba que já dispõem. Com isso, garantimos que haverá um centavo de aumento nos gastos da Câmara”, concluiu o presidente.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 22/03/2012 15h26