Comissão vai ouvir secretário e comparar tarifa com 10 cidades
“Queremos conhecer os insumos que compõem as tarifas, além de ver como estão as gratuidades, os subsídios oferecidos, os custos por quilômetro rodado, número de passageiros e a composição da frota”, explicou o presidente da comissão, vereador Cidão Santos (PPS). “Vamos avaliar ainda a qualidade dos serviços, ao analisar o cumprimento de horários e do itinerário, o estado de conservação dos carros e o nível de conforto dos passageiros”, acrescentou.
Segundo
o vereador, o número de passageiros transportados vem crescendo de
forma exponencial, mas a frota permanece quase a mesma. “Há seis
anos, o sistema emitia 10 milhões de passagens/mês. Hoje, faz 14
milhões”, diz ele. “Houve um aumento de 40% no número de
passagens, mas o número de ônibus em circulação continuou sendo
de aproximadamente 900 carros”, reclamou o vereador. “Além
disso, o subsídio ao sistema que está em R$ 28 milhões deve subir
para R$ 40 milhões”, avisou. "Queremos entender as razões desses números", disse.
O relator do processo será o vereador Zé Carlos Silva (PMDB) disse que a CEE quer não apenas comparar o valor das tarifas, mas estabelecer relação entre os custos de operação em Campinas e nos outros municípios. "Nós devemos entregar esse estudo ainda neste ano, mas nada impede que isso possa ser aprofundado no ano que vem, por meio da Comissão Permanente de Transportes", disse Zé Carlos.
No dia 13 de novembro, as empresas responsáveis pelo serviço pediram ao Executivo um aumento no preço da passagem de R$ 3,00 para R$ 3,80. O aumento concedido foi de R$ 3,30, que neste momento, é a tarifa mais alta do Brasil.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
