Deneno segue exemplo de Cândia e não responde à CPI
Nada a declarar. Essa foi a resposta do empresário Washington Deneno às perguntas dos membros da CPI da Corrupção na tarde desta sexta-feira (17/02).
Na abertura o advogado de Deneno, Ralph Tórtima Filho, explicou que seu cliente foi orientado a não responder as perguntas, por conta de que o faria em outra esfera.
Ao relator da CPI, vereador Campos Filho, o empresário informou apenas sua atividade comercial e na sequência iniciou com as respostas 'Nada a declarar'.
O vereador Antonio Francisco dos Santos – o Politizador, em protesto a negativa de resposta às perguntas, se retirou da reunião. Deneno também não respondeu a pergunta do vereador Miguel Arcanjo sobre os empreendimentos imobiliários em Campinas.
Com um pouco mais de vinte minutos, a reunião foi encerrada pelo presidente Artur Orsi (PSDB) que deixou claro que o empresário poderia ter cooperado para esclarecer os fatos relacionados à corrupção na Prefeitura de Campinas. “Ele perdeu a oportunidade, sendo daqui, de explicar e cooperar com a cidade esclarecendo os fatos que culminaram no escândalo da corrupção instalada no poder do quarto andar”, lembrou.
Na última terça-feira o empresário Ricardo Cândia obedeceu à determinação judicial e compareceu para depoimento à CPI da Corrupção, mas por orientação de seu advogado, ele não respondeu a nenhuma das 40 perguntas que lhe foram endereçadas.
Os membros da CPI da Corrupção farão uma reunião para deliberar sobre os novos convocados.
Algumas das perguntas sem respostas:
Se no exercício de suas atividades, dependia de decisões dos órgãos públicos municipais, tais como alvarás de construção de imóveis, alvarás de funcionamento; determinação e ou alteração de zoneamento (para permitir alguma atividade em determinado local)?
Se nessas questões era o sr. Ricardo Cândia quem intervia internamente na prefeitura?
Tem conhecimento de outros funcionários que o auxiliavam nessa autorizações/alvarás, etc.; quais? Quem?
Como se dava a distribuição da participação dos envolvidos nesse ‘negócio’ dos terrenos para empreendimentos populares? quem recebia? quem repassava? quem era beneficiado?
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
