Documentos da época colonial serão digitalizados em projeto-piloto
O grupo de trabalho que fará a conservação do acervo histórico da Câmara Municipal de Campinas se reuniu na última sexta-feira (27/07) para discutir as ações necessárias para a restauração do material.
Inicialmente será implementado um projeto-piloto para que os documentos do Período Colonial (1798 a 1828) sejam digitalizados. Para isso, a Câmara e a Prefeitura farão um aditamento no Termo de Cooperação, assinado em 2008, para a gestão documental conjunta. O Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) disponibilizará um equipamento, chamado Planetário, que permite a digitalização dos livros-ata em papel A3 (tamanho grande). Os profissionais da universidade também darão orientação técnica para a conservação dos documentos. Em contrapartida a universidade terá toda a documentação em seus arquivos.
A responsável pelo Centro de Documentação e Registro da Câmara Jane Aparecida Pereira Dória explica que nem todo material poderá ser digitalizado. “A especialista em conservação da Unicamp é quem vai dizer o que poderá ser digitalizado e o que precisará ser restaurado para depois passar pela digitalização”, explica.
A estimativa do grupo é que seja feito investimento em equipamentos que vão desde a compra de scanners, computadores e um servidor de rede à máquinas que armazenem todos esses dados para a disponibilização ao público.
O presidente da Câmara, Thiago Ferrari (PTB) se colocou à disposição para dar suporte a esse trabalho. “Entendo que a conservação e a divulgação da história é essencial para o desenvolvimento da cidade”, afirma.
A ideia é
criar um Fundo Municipal de Documentos de Arquivos e disponibilizar
um material único da cidade nos sites da Câmara e da Prefeitura.
“Há documentos semelhantes nos dois órgãos, no entanto há
material que apenas o Legislativo possui, pois existiu um período em
que a Câmara funcionava como o Executivo, então tudo está relatado
nos seus documentos”, comenta Jane.
A medida cumpre a Lei 12.527/11, Lei de Acesso à Informação, que em seu artigo 6º, inciso II, fala da responsabilidade do órgão público em assegurar a proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade. “Nós queremos que os munícipes de Campinas que estejam empenhados e comprometidos com o município conheçam a história da cidade”, salienta Ferrari.
Além de Jane, fazem parte do grupo de trabalho de conservação do acervo da Câmara o pesquisador Valdir de Oliveira, o historiador do Centro de Memórias da Unicamp Fernando Abrahão e o coordenador de arquivos da Prefeitura de Campinas Antonio Carlos Galdino.
O Acervo Histórico da Câmara foi tombado pelo Condepacc pela Resolução 94 em 30/05/2010 e possui 170 livros-ata e cerca de 90 mil documentos entre correspondências, notificações, contas, ordens, etc.
