Farmácias pequenas estão desobrigadas de disponilizar computador adaptado
A proposta que isenta as pequenas farmácias da obrigatoriedade de manter a disposição das pessoas com deficiência visual computador adaptado para a consulta de medicamentos foi publicada pela Câmara de Campinas no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (13/09).
A proposta do vereador Francisco Sellin, que fará parte da Lei 14.307, isenta as drogarias e farmácias com capital social de até R$ 300 mil. A matéria foi vetada pelo prefeito e a Câmara derrubou o veto na sessão do último dia 03.
O autor argumenta que as empresas de médio e pequeno porte continuamente procuram se especializar cada vez mais no diferencial campo de atendimento personalizado aos consumidores, em especial, para as pessoas com deficiência visual. “Isso se percebe nas empresas tradicionalmente passadas de gerações para gerações que acabam gerenciando o próprio negócio por familiares que se formam farmacêuticos”, afirma Sellin.
Com a medida, apenas as grandes drogarias estão obrigadas a disponibilizar computador adaptado com teclado em braille, programa que tenha leitor de tela, programa com caractere gigante, fone de ouvido e microfone. No computador deverá ter a relação de genéricos à disposição dos clientes. Além disso, as farmácias deverão instalar piso tátil perto desses locais, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
