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  • 2012
  • Secretaria de Meio Ambiente não foi consultada sobre empreendimentos

Secretaria de Meio Ambiente não foi consultada sobre empreendimentos

Secretaria de Meio Ambiente não foi consultada sobre empreendimentos

Reunião da CPI da Corrupção


A Secretaria de Meio Ambiente não foi consultada para emitir licenciamento ambiental para as obras de empreendimentos que foram embargadas em Campinas. Esta foi a afirmação do ex-secretário da pasta, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira em depoimento à CPI da Corrupção nesta quarta-feira (14/03).

De acordo com ele, houve uma vacância entre a data em que a publicação do Decreto nº 16.973, de 04/02/2010, onde ficou definido as regras para o licenciamento ambiental que antes era de responsabilidade exclusiva do Estado e passou para a municipalidade. Paulo Sérgio explicou que as regras que entrariam em vigor em maio acabaram por valer apenas em agosto daquele ano, e que por motivos de infraestrutura o último setor a ser exigido a análise técnica foi o que engloba obras de edificação, condomínio e parcelamento do solo. “Neste período entre a publicação do Decreto e a data em que ele passou efetivamente a ser aplicado foram emitidos os alvarás para as obras e a Secretaria nunca foi consultada para dar parecer sobre qualquer empreendimento”, afirmou o ex-secretário.

O relator da CPI, vereador Campos Filho (DEM) ficou indignado com a informação e chegou a dizer que ficou com a impressão de que a Secretaria de Meio Ambiente só existia 'de fachada'. “Parece que o senhor acreditou que seria o secretário de Meio Ambiente, mas ficou com essa bomba, com uma série de coisas que foram feitas sem o consentimento da Secretaria, sem deliberar sobre qualquer coisa”, salientou o relator.

O presidente da CPI, vereador Artur Orsi (PSDB) não descartou a possibilidade de reconvocar o ex-secretário de Urbanismo Hélio Jarreta. “Tivemos o depoimento de outros secretários que também afirmaram que não foram consultados sobre a aprovação dos projetos e o que parece é que apenas o de Urbanismo tinha esse poder nas mãos. Precisamos entender o que acontecia”, disse Orsi.

No caso das obras de um hipermercado em Campinas, Paulo Sérgio afirmou que havia a necessidade do licenciamento e pedido para a compensação ambiental. “Tivemos a informação de que a obra estava sendo realizada sem o devido licenciamento e tomamos as providências”, disse. Ele informou que as exigências para a implantação do Polo Tecnológico de um grande banco não foram excessivas, mas o empreendimento não foi realizado. Quanto ao Sistema de Geoprocessamento feito pelo CPQD e que está inoperante, ele informou que o projeto existia antes da criação da pasta, por isso a Secretaria nunca tomou conhecimento do mesmo.

Na sexta-feira a Comissão vai ouvir o depoimento do empresário Ivan Goretti de Deus sobre a liberação de alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais em Campinas.

Além de Orsi e Campos Filho, fazem parte da CPI da Corrupção os vereadores Miguel Arcanjo (PSC) , Élcio Batista (PSB), Cidão Santos (PPS), Sebastião dos Santos (PMDB) e Antonio Francisco o Politizador dos Santos (PMN).


Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 14/03/2012 19h30