Ministério Público requisita relatório final da CPI da Corrupção
Aprovado em junho deste ano, após nove meses de trabalho; vinte testemunhas ouvidas e mais de 70 horas de depoimentos, o relatório final da CPI da Corrupção apontou uma série de irregularidades na administração municipal no período do prefeito Hélio de Oliveira Santos – cassado em meados do ano passado.
DE acordo com o relator do processo, vereador Campos Filho (DEM), a comissçao identificou “contundentes indícios de superfaturamento” em pelo menos três contratos da Sanasa com as empresas Pluriserv Serviços Ltda, Única Limpeza e Serviços e Infratec Segurança e Vigilância. Constatou que a Administração liberou empreendimentos imobiliários irregularmente e deixou de cobrar das construtoras pelo menos R$ 113 milhões em obras de contrapartida.
Somente na construção do Shopping Bandeiras e do Extra Jardim Miriam e adjacências, a estimativa é de R$ 55 milhões de contrapartidas não cobradas. Além disso, encontrou a existência de tráfico de influência na liberação de antenas de telefonia celular.
O presidente da CPI, vereador Artur Orsi (PSDB) comentou os principais apontamentos e afirmou que a cidade teria um passivo de milhões se não houvesse a crise política que culminou na cassação de dois prefeitos. Ele ressaltou a seriedade do trabalho da comissão. “Tivemos muito critério e serenidade para verificar todas essas irregularidades envolvendo a Administração Municipal de Campinas”, disse Orsi.
Além do MP, o relatório será encaminhado à Prefeitura Municipal, Caixa Econômica Federal e Procon.
Além de Orsi e Campos Filho, fizeram parte da CPI os vereadores Miguel Arcanjo (PSC) , Élcio Batista (PSB), Cidão Santos (PPS), Sebastião dos Santos (PMDB) e Antonio Francisco o Politizador dos Santos (PMN).
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
