PF admite trocar área do Lago do Café por terreno na Carlos Grimaldi
“Os delegados da PF que integraram a comitiva consideraram a área muito boa; adequada para as necessidades do órgão”, disse o vereador Zé Carlos Silva (PMDB), presidente da Comissão de Política Urbana da Câmara e que organizou a visita.
“Agora nós vamos falar com a Prefeitura e, se não houver nenhum impedimento legal, essa pode ser uma opção”, acrescentou Zé Carlos. De acordo com o vereador, uma outra área, desta vez no Swiss Park – às margens da Rodovia Anhanguera – também será avaliada. "A prioridade da PF, no entanto, continua sendo o Lago do Café", lembrou o vereador.
A polêmica em torno da área para a instalação da delegacia da PF em Campinas se arrasta desde o início deste ano. De acordo com projeto do Executivo em tramitação na Câmara, a delegacia deveria ser construída em uma área que integra o Lago do Café, mas a proposta encontrou grande resistência de ambientalistas e de moradores do Parque Taquaral. Eles consideram aquela uma área de preservação ambiental. A Prefeitura, por sua vez, diz não dispor de outras opções.
Depois de uma audiência pública realizada na Câmara dia 07 de maio, Zé Carlos propôs a formação de uma comitiva para visitar áreas que pudessem receber a sede.
Nesta terça-feira, o grupo visitou três locais: além do Lago do Café, a comitiva esteve na área da Carlos Grimaldi e vistoriou terreno localizado no Alphaville II, às margens da D. Pedro I. Este último foi descartado pela PF, por ser considerada de difícil acesso. O grupo deveria visitar também um terreno no bairro dos Amarais pertencente ao Exército, mas desistiu, já que a área não poderia ser usada por estar próximo ao Aeroporto dos Amarais, cuja jurisdição é da Comar – Comandos Aéreos Regionais.
O projeto para a instalação no Lago do Café foi aprovado em 1ª discussão e já passou por uma audiência pública. A prefeitura garante que não há ilegalidade na cessão da área.
Texto e Foto: Assessoria de
Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
