PF vai procurar outras áreas para instalar delegacia
Eles consideram aquela uma área de preservação ambiental. O delegado, no entanto, fez um alerta. “Nós admitimos ver ou tros espaços, mas não podemos perder mais tempo. Se não for aqui (em Campinas) teremos de procurar outra cidade”, avisou.
Por indicação do presidente da Comissão de Política Urbana da Câmara, vereado Zé Carlos Silva (PMDB), uma delegação formada por parlamentares, diretores da PF e representantes do Executivo vai visitar áreas públicas que potencialmente possam vir a ser doadas à União. Segundo Zé Carlos, a visita a esses locais deverá ser feita no dia oito de maio.
Pujol diz que a área no Lago do Café foi indicada pela Prefeitura. “Acredito que eles (Executivo) não ofereceram outras áreas por falta de opção. Tenho certeza que esta é a única área sem nenhum tipo de embaraço”, afirma. Ele garante que a construção do prédio não vai provocar danos ambientais.
OUTROS LOCAIS - Segundo vários vereadores que participaram da audiência, outras áreas na cidade seriam igualmente adequadas às necessidades da PF, sem os riscos de danos ambientais. Os parlamentares citaram, por exemplo, uma área próxima ao Aeroporto dos Amarais, doada em 2006 para a construção do Complexo Judiciário Federal, cujo projeto não prosperou. O delegado afirmou que a área não pode ser usada por se tratar de um aeroporto estadual. Tem ainda, segundo ele, restrições em relação ao uso do espaço aéreo.
O
promotor do Meio Ambiente, José Roberto Albejante (esq.) disse haver uma
área de 14 mil metros quadrados próxima à Rodovia D. Pedro I, que
também poderia ser utilizada. O secretário de planejamento, Alair
Godoy informou que a área “ainda não foi transferida para a
municipalidade”. “Talvez, com a ajuda da Promotoria, o terreno
possa vir a se transferir rapidamente e, a partir daí, sim,
poderemos passar a pensar nessa possibilidade”, disse Godoy.
De acordo com o delegado Jessé Coelho de Almeida, responsável pelo setor de comunicação da PF, a expansão da Polícia Federal em Campinas é inevitável.
De acordo com ele, o número de passaportes emitidos saltou de 170 para 300 por dia, nos últimos meses. Lembrou que o movimento de cargas e passageiros no aeroporto de Viracopos mais que triplicou nos últimos anos e que as atribuições do órgãos na região são cada vez maiores. “Hoje, além do combate ao crime organizado; foram instaladas divisões em Campinas que investigam desvios de recursos públicos e crimes cibernéticos, como a pedofilia e desrespeitos aos direitos humanos”, lembrou.
O secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Manuel Carlos Cardoso disse que os ambientalistas são contra a instalação porque não conhecem o local. “Na vistoria que será feita dia oito, gostaria que vocês fossem ao local e verificassem que não há ilegalidade na destinação da área”, disse.
O ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Antonio Caria Neto, que ocupava a pasta no período em que o projeto foi concebido, também sustenta que o projeto é legal. “A matrícula do imóvel não prevê nenhuma restrição quanto ao uso”, afirmou.
O presidente da Comissão Política Urbana admite a possibilidade de fazer uma nova audiência para debater o assunto. Ainda não há data para que o projeto entre para votação em plenário.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
