Presidente de Conseg pede DP 24h em Barão Geraldo
Em depoimento aos vereadores que integram a comissão, o presidente do Conselho de Segurança (Conseg) de Barão, Antonio da Silva Ramos disse que medidas precisam ser adotadas rapidamente na tentativa de reduzir os índices de criminalidade na região.
Segundo
ele, o 7º Distrito Policial (DP) e a 3ª Companhia do 8º Batalhão
da Policia Militar – que atendem a área - estão bem aparelhados,
mas a demanda tem sido sempre muito acima da capacidade das forças
policiais. Para ele, a medida mais urgente seria o funcionamento 24
horas dos distritos policiais.
“Se acontece alguma coisa, à noite ou durante os finais de semana, as pessoas são obrigadas a se deslocarem até Campinas para fazerem o registro. Muita gente desiste e esses dados não entram nas estatísticas”, reclama. Hoje nenhum dos distritos policiais da cidade funciona à noite ou nos finais de semana. Os atendimentos são feitos apenas pelos plantões instalados no 4º DP (Taquaral) e no 1º DP (Centro).
Silva Ramos disse que o número de agentes policiais é pequeno para as necessidades da cidade. “Temos uma defasagem de pelo menos 300 agentes. Isso é inaceitável”, afirmou. Outro problema apontado por ele é grande rotatividade de delegados. “Tivemos casos de delegado ficar apenas um mês no cargo e, não se sabe porquê, acaba sendo transferido. Isso é muito ruim, porque os planos de trabalho são interrompidos continuamente”, criticou.
Para o presidente do Conseg Barão, uma das soluções para a segurança em Campinas está no fortalecimento da Guarda Municipal. “A GM está mais próxima da gente. A prefeitura pode intervir; não precisa ficar esperando solução de governo do estado”, sugere.
O presidente da CEE, Arly de Lara Romêo disse que não consegue entender as razões pelas quais os DPs não funcionam 24 horas. “Isso me causa perplexidade. Não há nada que justifique isso. É como um hospital atender pacientes apenas durante a semana”, comparou.
O mês de agosto deste ano está sendo considerado o mais violento na cidade dos últimos oito anos. O número de assassinatos já é maior que o dobro da média mensal registrada nos primeiros sete meses do ano. Em 28 dias, foram 24 homicídios. A média até julho era de 10,5 mortes, o que equivalente a um aumento de 128%.
A CEE está pretendo fazer um diagnóstico da violência em Campinas e para isso quer ouvir autoridades do setor, entre elas, o juiz corregedor da Policia Civil, Nelson Bernardes, o diretor do Departamento de Policia Judiciária de São Paul Interior-2 (Deinter 2), Licurgo Nunes Costa e o delegado geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
